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Distrito Federal

Exame de corpo de delito aponta lesões em feminicida que matou cabo

A perícia feita pelo departamento de Polícia técnica da PCDF aponta lesões em algumas regiões do corpo do soldado do Exército

, 06/12/2025 20:11, atualizado 06/12/2025 22:59
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Material cedido ao Metrópoles
Exame de corpo de delito aponta lesões em feminicida que matou cabo

O exame de corpo de delito feito no soldado do Exército Brasileiro Kelvin Barros da Silva (foto em destaque), 21 anos, que confessou ter matado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, 25, apontou lesão contundente. Apesar disso, o militar disse não ter sofrido agressão.

Uma lesão contundente é um dano físico causado por um impacto forte de um objeto sem ponta afiada ou lâmina (um objeto contundente) contra o corpo.

A perícia feita pelo departamento de Polícia técnica da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) aponta lesões em algumas regiões do corpo do homem:

  • Escoriações recentes, avermelhadas no quadrante inferior no abdômen à direita.
  • Escoriações lineares, recentes, com crosta hemática no antebraço direito e na região lombar à esquerda;
  • Equimose avermelhada sobre a coluna dorsal: uma mancha na pele causada pelo rompimento de pequenos vasos sanguíneos sob a superfície, que libera sangue nos tecidos.

Apesar das escoriações registradas, Kelvin está em bom estado, consciente e orientado.

O exame deixa claro que as lesões causadas foram recentes e não são antigas. Segundo o delegado Paulo Noritika, não há indícios de luta corporal contra a vítima, que se encontrava sentada quando foi achada com o seu corpo carbonizado.

Veja imagens do exame de corpo e delito:

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O exame de corpo de delito feito no soldado do Exército Brasileiro Kelvin Barros da Silva (foto em destaque), 21 anos, que confessou ter matado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, 25, apontou lesão contundente
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O exame de corpo de delito feito no soldado do Exército Brasileiro Kelvin Barros da Silva (foto em destaque), 21 anos, que confessou ter matado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, 25, apontou lesão contundente

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O crime
Maria de Lourdes era cabo do Exército, tendo ingressado há cinco meses, para a vaga de musicista. Ela foi encontrada morta por militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF).

O feminicídio ocorreu no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG). Em depoimento à Polícia Civil (PCDF), Kelvin Barros confessou a autoria e disse que o crime ocorreu após uma discussão entre os dois.

Segundo Kelvin Barros, eles tinham um relacionamento. “Após uma discussão, em que a mulher teria exigido que ele terminasse com a atual namorada e a assumisse, conforme havia sido prometido pelo autor, a vítima teria sacado sua arma de fogo”, comentou o delegado Paulo Noritika.

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Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada
Kelvin Barros é soldado do Exército
Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro
Kelvin Barros da Silva, 21
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Kelvin Barros da Silva, 21

Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada
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Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada

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Kelvin Barros é soldado do Exército
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Kelvin Barros é soldado do Exército

Reprodução
Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
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Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas

Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro
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Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro

1º RCG/Divulgação

“Ele teria segurado a pistola enquanto ela tentava municiá-la. Enquanto isso, ele conseguiu alcançar a faca militar da vítima, que estava em sua cintura, e a atingiu, profundamente, na região do pescoço”, detalhou o delegado.

Paulo Noritika afirmou ainda que a vítima foi encontrada com a arma branca no local da lesão. “Depois disso, no desespero, ele pegou um isqueiro e álcool, incendiando o local onde está sediada a funfarra e fugiu do local, levando a pistola consigo e se desfazendo dela”, disse. O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas.

O soldado do Exército Kelvin Barros da Silva teve a sua prisão em flagrante convertida em preventiva neste sábado (6/12) após passar por audiência de custódia no Núcleo de Audiências de Custódia (NAC).

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