Ex-candidata a distrital é presa ao se passar por vítima de Brumadinho

Ana Maria Vieira Santiago disse que perdeu propriedade após rompimento de barragem e recebeu R$ 65 mil de indenização da Vale

atualizado

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1 de 1 ana-maria2 - Foto: Instagram/Reprodução

Candidata a deputada distrital nas eleições de 2014 pelo MDB, a moradora do Cruzeiro Ana Maria Vieira Santiago, 57 anos, foi presa pela pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) após ser acusada de se passar por vítima da tragédia de Brumadinho (MG). Com o golpe, ela conseguiu indenização de R$ 65 mil da mineradora Vale.

Identificada como “Ana Blue” nas redes sociais, ela alegou que tinha uma casa na região do Parque das Cachoeiras, uma das mais afetadas pelo rompimento da barragem, em 25 de janeiro deste ano.

De acordo com o inquérito policial, Ana Maria, natural de Anápolis (GO), convenceu alguns moradores de Brumadinho a participar do golpe: eles mentiram ao afirmar que a ex-candidata tinha uma propriedade no bairro e que o sustento dela vinha da atividade agropecuária. Os comparsas vão responder por falsidade ideológica.

Ao Metrópoles, a Polícia Civil detalhou que a investigação teve início tão logo a brasiliense fez o cadastro para receber a indenização. Ficou comprovado que ela nunca residiu ou teve imóvel no município mineiro.

A prisão ocorreu em 18 de março. No dia seguinte, ela foi transferida para o Presídio Feminino José Abranches, que fica na cidade de Ribeirão das Neves (MG). Agora, só poderá deixar a cadeia e ter liberdade provisória se devolver o valor recebido indevidamente.

Desde que a Vale começou a pagar as indenizações, a PCMG identificou 10 estelionatos consumados e três tentativas. A reportagem não localizou a defesa de Ana Maria. Ao Metrópoles, o MDB disse que a mulher não é mais filiada à legenda e hoje está nos quadros do PR.

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Tragédia
No último domingo (7/4), a Defesa Civil de Minas Gerais informou que o número de mortos identificados na tragédia da mineradora Vale subiu para 224. De acordo com o órgão, 69 pessoas permanecem desaparecidas e 395 foram localizadas.

Passados mais de três meses desde a tragédia, os trabalhos das equipes do Corpo de Bombeiros continuam na região onde ocorreu o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão. Os rejeitos atingiram a área administrativa da Vale, uma pousada e comunidades que moravam perto da estrutura.

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17 imagens
Bombeiros fazem busca na área da Pousada Nova Estância, soterrada pela avalanche de lama
Imagem da devastação
Vista aérea da mina
Helicóptero sobrevoa local da tragédia
O número de vítimas passou de 220
Barragem de Brumadinho se rompeu no dia 25 de janeiro de 2019
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Barragem de Brumadinho se rompeu no dia 25 de janeiro de 2019

Bárbara Ferreira/Especial para o Metrópoles
Bombeiros fazem busca na área da Pousada Nova Estância, soterrada pela avalanche de lama
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Bombeiros fazem busca na área da Pousada Nova Estância, soterrada pela avalanche de lama

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Imagem da devastação
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Imagem da devastação

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Vista aérea da mina

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Helicóptero sobrevoa local da tragédia
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Helicóptero sobrevoa local da tragédia

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O número de vítimas passou de 220
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O número de vítimas passou de 220

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Passados mais de três meses desde a tragédia, os trabalhos das equipes do Corpo de Bombeiros continuam na região
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Passados mais de três meses desde a tragédia, os trabalhos das equipes do Corpo de Bombeiros continuam na região

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Rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão
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Rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão

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Os rejeitos atingiram a área administrativa da Vale, uma pousada e comunidades que moravam perto da estrutura
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Os rejeitos atingiram a área administrativa da Vale, uma pousada e comunidades que moravam perto da estrutura

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A onda de rejeitos atingiu instalações da própria mineradora, incluindo o refeitório onde funcionários almoçavam, além de comunidades e áreas rurais da região
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A onda de rejeitos atingiu instalações da própria mineradora, incluindo o refeitório onde funcionários almoçavam, além de comunidades e áreas rurais da região

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Bombeiros e voluntários em Brumadinho
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Bombeiros e voluntários em Brumadinho

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Familiares cobram justiça após a tragédia
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Familiares cobram justiça após a tragédia

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Desde que a Vale começou a pagar as indenizações, a PCMG identificou 10 estelionatos consumados e três tentativas
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Desde que a Vale começou a pagar as indenizações, a PCMG identificou 10 estelionatos consumados e três tentativas

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Danos ambientais severos
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Danos ambientais severos

FÁBIO BARROS/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
O prejuízo material também foi grande
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O prejuízo material também foi grande

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Famílias perderam casas
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Famílias perderam casas

FERNANDO MORENO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Pista destruída pela lama
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Pista destruída pela lama

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