“Espalhava beleza e fé por onde passava”, diz primo de cabo morta

Em publicação em seu perfil no Instagram, primo de Maria de Lourdes Freire Matos publicou uma homenagem à vítima de feminicídio

atualizado

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Reprodução/Redes Sociais
maria de lourdes feminicidio
1 de 1 maria de lourdes feminicidio - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, “espalhava beleza e fé por onde passava”, disse um primo da mulher em uma postagem no Instagram.

A vítima, que era musicista, foi assassinada e teve o corpo carbonizado na tarde de sexta-feira (5/12), no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), no Setor Militar Urbano. O soldado do Exército Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, confessou o crime e foi preso.

“Minha prima tinha um jeito único de enxergar o mundo. Adorava conversar. Sempre empolgada com a vida, sonhava alto e falava de suas conquistas com um brilho no olhar que iluminava qualquer ambiente”, disse Fabrício de Souza Lacerda.

“Musicista, artista, cristã — ela espalhava beleza e fé por onde passava”, completou.

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Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada
Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
Maria de Lourdes Freire Matos era musicista e aluna da Escola de Música de Brasília
Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio
O soldado Kelvin Barros da Silva confessou ter matado Maria de Lourdes Freire Matos
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O soldado Kelvin Barros da Silva confessou ter matado Maria de Lourdes Freire Matos

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Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada
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Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada

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Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
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Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas

Maria de Lourdes Freire Matos era musicista e aluna da Escola de Música de Brasília
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Maria de Lourdes Freire Matos era musicista e aluna da Escola de Música de Brasília

1º RCG/Divulgação
Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio
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Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio

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Na mensagem feita em homenagem a Maria, o primo destacou também algumas palavras que vêm à sua mente ao pensar na Lulu, como era carinhosamente chamada: “Luz, talento, sensibilidade, família, fé e sonhos”.

Ao fim da homenagem, dois pedidos são feitos pelo primo: que “a verdade prevaleça” e “que a memória dela siga viva de maneira transformadora em cada pessoa que teve o privilégio de conhecê-la”.

O crime

Maria de Lourdes era cabo do Exército, tendo ingressado há cinco meses para a vaga de musicista. Ela foi encontrada morta por militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF).

Em depoimento à Polícia Civil (PCDF), Barros confessou a autoria e disse que o crime foi cometido após uma discussão entre os dois.

Segundo Barros, eles tinham um relacionamento extraconjugal. “Após uma discussão, em que a mulher teria exigido que ele terminasse com a atual namorada e a assumisse, conforme havia sido prometido pelo autor, a vítima teria sacado sua arma de fogo”, comentou o delegado Paulo Noritika.

“Ele teria segurado a pistola enquanto ela tentava municiá-la. Enquanto isso, ele conseguiu alcançar a faca militar da vítima, que estava em sua cintura, e a atingiu, profundamente, na região do pescoço”, detalhou o delegado.

A defesa da família da vítima de feminicídio nega que havia relacionamento da vítima com o seu assassino. “É falso que Maria mantivesse qualquer relação com o agressor”, disse o escritório que faz a defesa da família da vítima em nota divulgada nas redes sociais.

Noritika afirmou ainda que a vítima foi encontrada com a arma branca no local da lesão. “Depois disso, no desespero, ele pegou um isqueiro e álcool, incendiando o local onde está sediada a fanfarra e fugiu do local, levando a pistola consigo e se desfazendo dela”, disse. O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas.

A família acredita que o fato de Maria ser cabo e ter uma posição hierárquica superior a Kelvin, que era soldado, possa ter motivado o crime.

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