Defesa diz que cabo do Exército foi assassinada por motivo hierárquico

Em nota, o escritório que faz a defesa da família indicou que o crime do soldado Kelvin aponta que ele não aceitava a autoridade feminina

atualizado

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soldado (1)
1 de 1 soldado (1) - Foto: Reprodução

A defesa da família de Maria de Lourdes Freire Matos, que foi assassinada e carbonizada pelo soldado Kelvin Barros da Silva, afirmou, em nota, que a motivação do crime pode ter ocorrido em virtude da posição hierárquica superior que a cabo exercia.

Na hierarquia do exército militar, a patente de Maria era uma acima à de Kelvin. Nas redes, o escritório Santiago & Henriques Advocacia Criminal, que faz a defesa da vítima, divulgou:

“Ela [Maria] era discreta, séria, focada nos estudos e exercia posição hierárquica superior ao soldado Kelvin, contexto que aponta para o não aceite da autoridade feminina, motivando o crime.”

A defesa acrescentou que a cabo foi atraída, esfaqueada e incendiado no local, em contexto de “violência extrema dirigida à sua condição de mulher”.

Na mesma nota, ressaltaram que a informação passada pelo autor, de que ele e a vítima tinham um relacionamento extraconjungal, não é verdadeira.

“É falso que Maria mantivesse qualquer relação com o agressor”, completou.

O soldado que matou a cabo teve a sua prisão em flagrante convertida em preventiva neste sábado (6/12) após passar por audiência de custódia no Núcleo de Audiências de Custódia (NAC).

Além em disso, em nota enviada ao Metrópoles, o Exército disse que o soldado deve ser excluído das fileiras da Força e responsabilizado pelo ato cometido.

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Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada
Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro
Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio
O soldado Kelvin Barros da Silva confessou ter matado Maria de Lourdes Freire Matos
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O soldado Kelvin Barros da Silva confessou ter matado Maria de Lourdes Freire Matos

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Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada

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Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
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Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas

Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro
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Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro

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Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio
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Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio

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Encaminhamento do caso à JMU

A Justiça Militar da União (JMU) requereu, nesse sábado (6/12), a condução do caso.

De acordo com com a JMU, por se tratar de crime cometido por militar contra militar, em local sujeito à administração do Exército, o caso deve ser transferido para a Justiça Militar.

O juiz determinou a inclusão do mandado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões e comunicou o Tribunal do Júri do Distrito Federal sobre a competência da Justiça Militar da União para conduzir o caso.

O Metrópoles entrou em contato com o Tribunal de Justiça (TJDFT) e aguarda retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

O crime

Maria de Lourdes era cabo do Exército, tendo ingressado há cinco meses para a vaga de musicista. Ela foi encontrada morta por militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF).

O feminicídio ocorreu no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG). Em depoimento à Polícia Civil (PCDF), Barros confessou a autoria e disse que o crime ocorreu após uma discussão entre os dois.

Segundo Barros, eles tinham um relacionamento extraconjugal. “Após uma discussão, em que a mulher teria exigido que ele terminasse com a atual namorada e a assumisse, conforme havia sido prometido pelo autor, a vítima teria sacado sua arma de fogo”, comentou o delegado Paulo Noritika.

“Ele teria segurado a pistola enquanto ela tentava municiá-la. Enquanto isso, ele conseguiu alcançar a faca militar da vítima, que estava em sua cintura, e a atingiu, profundamente, na região do pescoço”, detalhou o delegado.

Noritika afirmou ainda que a vítima foi encontrada com a arma branca no local da lesão. “Depois disso, no desespero, ele pegou um isqueiro e álcool, incendiando o local onde está sediada a fanfarra e fugiu do local, levando a pistola consigo e se desfazendo dela”, disse. O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas.

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