Espaço aéreo de Brasília será restrito em raio de 130km no Brics

Espaço aéreo terá três níveis de restrição até o Aeroporto Internacional. Drones estão proibidos

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 12/11/2019 17:33

A segurança com a XI Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Brasília terá uma parte especialmente voltada para o espaço aéreo. Durante os dias de evento na Esplanada dos Ministérios , entre quarta-feira (13/11/2019) e quinta-feira (14/11/2019), o céu da cidade estará divido em níveis de segurança. E nem um simples drone poderá subir em determinado raio.

De acordo com informações da Força Aérea Brasileira (FAB), foram planejadas ações de reforço na defesa aérea e no controle de tráfego aéreo. Dos 10 mil militares envolvidos na segurança do evento, cerca de 1,6 mil estarão especificamente nessa missão.

A operação prevê criar áreas de exclusão, com três níveis de restrição a partir da Praça dos Três Poderes, em que só aeronaves autorizadas poderão sobrevoar. Os setores delimitados como de exclusão serão definidos pelas cores vermelha, amarela e branca. Na vermelha, com raio de 7,4 km da área central, será posicionada a defesa antiaérea, e o sobrevoo será proibido.

Já a área amarela cobre um raio de 46,3 km, abrangendo, inclusive, o Aeroporto Internacional de Brasília. Para sobrevoá-lo, é preciso coordenar autorizações junto à FAB, independentemente de as aeronaves estarem envolvidas em atividades operacionais relacionadas ao evento. Por exemplo, o helicóptero do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal em acionamento para resgate.

A área branca, considerada reservada, abrange um raio 129,6 km. Para sobrevoá-la não é necessário requerer autorização, mas a apresentação do plano de voo passa a ser obrigatória. O uso de drones está proibido durante a operação.

No aeroporto

Em relação ao tráfego de aeronaves no aeroporto da capital federal, todos os voos operarão normalmente. “A FAB promoverá medidas de gerenciamento do fluxo para que, em momentos necessários, de pico de tráfego aéreo, possam ser feitas todas as atividades de segurança sem impacto para os passageiros”, informou a Força Aérea.

“Não haverá nenhum impacto para a aviação comercial, os horários serão mantidos, os pousos e decolagens permanecerão operando normalmente”, afirma o Chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), major-brigadeiro do ar Ricardo Cesar Mangrich.

A Inframerica, administradora do Aeroporto de Brasília, informou que para receber as delegações estrangeiras, o terminal contará com o aumento do efetivo da segurança no local. As forças policiais presentes no aeroporto, assim como os órgãos de fiscalização de trânsito, terão equipes extras no período.

O centro de controle operacional da concessionária está integrado com os órgãos de segurança pública para garantir a fluidez na comunicação e o compartilhamento de informações. A concessionária também se prepara para atender o fluxo maior de passageiros.

Serão utilizadas cerca de 40 aeronaves da FAB durante a operação: caça, transporte, asas rotativas e aeronaves radar, entre elas F-5M, A-29, H-60L Black Hawk, H-36 Caracal, E-99 e C-98 Caravan, além de integrantes da defesa antiaérea munidos de mísseis, que estarão ao redor da Esplanada dos Ministérios prontos para serem acionados se alguma aeronave descumprir as ordens da FAB colocando em risco a segurança da reunião.

 

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