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Mais uma vez, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido liminar de habeas corpus a dom José Ronaldo, bispo de Formosa (GO). Ele é acusado de integrar uma associação criminosa supostamente responsável por desviar mais de R$ 2 milhões em recursos doados ou pagos por meio de taxas pelos fiéis de paróquias do Entorno do Distrito Federal.

Essa representa mais uma derrota do religioso na Justiça. Os motivos que levaram o ministro Felix Fischer, da Quinta Turma do STJ, a proferir mais essa negativa, nesta quinta-feira (12/4), devem estar detalhados na decisão prevista para ser publicada na próxima segunda-feira (16).

Há uma semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) também negou liberdade a dom José Ronaldo. Antes, em 26 de março, Felix Fischer havia indeferido o pedido da defesa do membro da Igreja Católica.

Além de dom José Ronaldo, outros 10 acusados passaram a ser réus perante a 2ª Vara Criminal do município goiano. Eles responderão por delitos como associação criminosa, falsidade ideológica, apropriação indébita e lavagem de dinheiro. Todos foram investigados na Operação Caifás, deflagrada em 19 de março pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).

O pedido de prisão preventiva foi embasado em argumentos diversos, entre eles o fato de promotores identificarem risco de fuga de dom José Ronaldo para a Itália.

Segundo os investigadores, dom José Ronaldo seria o mentor do esquema criminoso, que teria sido iniciado no Entorno em 2015. A defesa diz que os acusados negam as irregularidades, e os recursos são “fruto de muito trabalho dos padres”.

De acordo com a apuração, os valores acumulados pelos párocos teriam sido utilizados, segundo interceptações telefônicas, para comprar fazenda de gado e casas lotéricas. Tudo para fins particulares.