Paraplégica após acidente, jovem pede na Justiça acesso a polilaminina

Acidente em 31 de julho de 2025, na GO-330, deixou dois mortos e dois sobreviventes, entre eles o delegado e uma das estagiárias

atualizado

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tratamento com polilaminina
1 de 1 tratamento com polilaminina - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Ana Caroliny Siqueira Mendes, 19 anos, que ficou paraplégica após o acidente envolvendo uma viatura da Polícia Civil na GO-330, em julho de 2025, busca na Justiça o acesso ao tratamento experimental com polilaminina. O procedimento teve o primeiro uso autorizado em Goiânia por decisão judicial concedida ao delegado Leonardo Sanches, também sobrevivente da ocorrência, e o caso passou a ser citado  pela família como precedente no pedido feito em favor da jovem.

A defesa e a família sustentam que a autorização já concedida em outro caso reforça o pedido para que Ana Caroliny também tenha acesso ao tratamento, ainda em fase experimental.

Segundo a família, a rotina da jovem foi completamente alterada desde o acidente. “Tem sido uma experiência muito desafiadora para todos nós. A paraplegia trouxe mudanças grandes na rotina dela, principalmente na autonomia e nas limitações físicas, além das dores e espasmos que ainda estamos tentando controlar”, relatou a tia e madrinha, Shirlley Siqueira.

Ana Caroliny era estagiária na área do direito e estava a caminho de uma oitiva no dia do acidente. O vínculo de estágio foi suspenso após a ocorrência.

“Esse projeto de vida foi interrompido, o contrato foi suspenso, o que também afetou a parte financeira e os planos para o futuro. Mesmo assim, ela tem sido muito forte e segue firme na reabilitação”, completou Shirlley.

Atualmente, Ana Caroliny segue em acompanhamento no Centro de Reabilitação e Readaptação (CRER), em Goiânia, além de fazer terapias complementares na rede particular. A rotina inclui sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, hidroterapia, natação terapêutica e ecoterapia ao longo da semana.

A família afirma que os custos do tratamento são elevados e representam um desafio contínuo para a manutenção da reabilitação. “Os gastos com medicações e fisioterapias mais avançadas são altos e essenciais para a evolução dela”, disse a tia.

Relembre o acidente

O acidente ocorreu em 31 de julho de 2025, na GO-330, entre Silvânia e Leopoldo de Bulhões (GO). De acordo com as investigações, um caminhão teria invadido a pista contrária ao tentar desviar de um carro parado na rodovia com pneu furado. Para evitar uma colisão frontal, o condutor da viatura desviou, saiu da pista e o veículo capotou.

Estavam na viatura um delegado, um policial civil e duas estagiárias. Morreram no acidente o policial civil Ananias Batista, 52 anos, e a estagiária Amanda Monteiro, de 19 anos. O delegado Leonardo Sanches e Ana Caroliny sobreviveram.

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Carro descaracterizado da PCGO capotou na GO-330, após ser atingido por caminhão
Duas pessoas morreram, e duas ficaram feridas
Equipes da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e socorristas em atendimento a vítimas de acidente na GO-330
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Equipes da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e socorristas em atendimento a vítimas de acidente na GO-330

PCGO/Reprodução
Carro descaracterizado da PCGO capotou na GO-330, após ser atingido por caminhão
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Carro descaracterizado da PCGO capotou na GO-330, após ser atingido por caminhão

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Duas pessoas morreram, e duas ficaram feridas
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Duas pessoas morreram, e duas ficaram feridas

PCGO/Reprodução

Polilaminina

A polilaminina é um biomaterial sintético desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), inspirado na laminina — proteína da matriz extracelular essencial para o desenvolvimento e manutenção dos neurônios.

A substância é estudada como potencial terapia para lesões na medula espinhal, com a proposta de reduzir inflamações locais, favorecer a sobrevivência celular e estimular o crescimento de axônios, estruturas responsáveis pela condução de impulsos nervosos.

Os estudos iniciais foram realizados em laboratório e publicados na revista científica Acta Biomaterialia. Em janeiro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico de fase 1 em humanos, voltado à avaliação de segurança.

Caso os resultados sejam positivos, a pesquisa pode avançar para fases posteriores, quando são analisadas eficácia e ampliação do número de participantes.

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