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Entorno e Goiás

Justiça manda polícia reconstituir caso de pai que foi morto por filho

Crime foi cometido no dia 31/12, quando um jovem de 19 anos matou o pai a facadas; MPGO acredita que vítima dormia no momento do crime

Repórter de Entorno e Goiás05/01/2026 14:58, atualizado 05/01/2026 16:07
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Divulgação/PMGO
Justiça manda polícia reconstituir caso de pai que foi morto por filho

A Justiça de Goiás aceitou o pedido do Ministério Público (MPGO) e mandou a Polícia Civil reconstituir um patricídio ocorrido em 31 de dezembro último, em Goiânia (GO).

Na ocasião, um jovem de 19 anos matou o pai, de 52, com diversos golpes de faca no pescoço em uma casa no bairro Anhanguera. A vítima, identificada como Itamar Rodrigues Louredo, teve o óbito confirmado no local.

Ainda na residência, o autor confirmou o crime, não apresentou resistência e se mostrou “abalado”, segundo policiais do 7°Batalhão da Polícia Militar goiana (PMGO).

De acordo com a Polícia Civil (PCGO), o jovem teria tido um surto psicótico ao intervir em uma briga entre os pais. Itamar teria ameaçado bater na mãe do autor.

À Justiça a defesa do assassino alegou legítima defesa de terceiros. Contudo, o MPGO apontou inconsistência na versão apresentada às autoridades, como:

  • O fato de a vítima estar deitada no momento da agressão;
  • A desproporcionalidade das lesões;
  • Ausência de lesões de defesa no corpo da vítima.

Segundo o promotor plantonista do caso, há indícios de que que o filho aproveitou o momento de vulnerabilidade da vítima, que estava deitada e embriagada, para desferir os golpes fatais na região do pescoço.

Em razão disso, a caracterização de legítima defesa de terceiro seria afastada. Para o MPGO, o caso pode até ser qualificado como homicídio com recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com a Promotoria, além da reconstituição, a polícia deverá providenciar a juntada do exame cadavérico aos autos, ouvir outros parentes da vítima e incluir, desde o início das investigações, a apuração da possibilidade de Itamar ter sido assassinado enquanto dormia.

O Metrópoles acionou a PCGO para se manifestar a respeito da decisão, mas não teve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para atualizações.