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Entorno e Goiás

Justiça determina interdição de igreja evangélica no Entorno do DF

Segundo o MPGO, o imóvel em que a Assembleia de Deus Madureira funciona, na Cidade Ocidental, apresenta risco de segurança

21/07/2026 08:56, atualizado 21/07/2026 11:02
Divulgação/MPGO
Justiça determina interdição de igreja evangélica no Entorno do DF

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) determinou a interdição de um galpão usado por igreja evangélica na Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal. A decisão é da 2ª Câmara Cível do TJGO, tomada após recurso apresentado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), e suspende todas as atividades no local até que perícia técnica comprove a segurança da estrutura.

De acordo com o Ministério Público, o funcionamento da igreja representa risco aos fiéis, por causa da falta de licenciamento e de documentos que comprovem a segurança da edificação. 

Ainda segundo o MPGO, o galpão foi construído irregularmente no Parque Araguari, às margens da GO-521, sem qualquer licença municipal e em desacordo com a legislação urbanística.

Uma análise do MP apontou que a taxa de ocupação do terreno chegou a 100%, quando o limite permitido é de 60%. Além disso, a construção não preservou área permeável, descumprindo a exigência mínima de 20%, e desrespeitou os recúos frontal, lateral e de fundo previstos em lei.

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Ainda segundo a ação, a obra havia sido embargada pela Prefeitura de Cidade Ocidental em 2019. Mesmo com a determinação, o proprietário teria continuado a construção, concluído o galpão e alugado o imóvel para funcionamento da igreja sem a emissão do alvará de funcionamento.

Ao analisar o recurso, o desembargador Vicente Lopes entendeu que havia elementos suficientes para demonstrar a irregularidade da edificação e destacou que o imóvel não possui certificado vigente de conformidade emitido pelo Corpo de Bombeiros, documento considerado essencial para garantir a segurança dos frequentadores.

“Com a decisão, a suspensão das atividades no imóvel vale até que seja realizada perícia técnica judicial sobre as condições estruturais da edificação e haja nova deliberação da Justiça sobre o caso, que segue em tramitação no TJGO”, concluiu o MPGO.

O Metrópoles não conseguiu contato com a igreja. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.