Justiça decreta prisão de suspeito de triplo homicídio no Entorno

Ex-namorado da vítima ficará detido por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado. Família das vítimas corre para enterrá-las nesta terça (13)

atualizado

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Arquivo pessoal
suzete, águas lindas, mãe morta
1 de 1 suzete, águas lindas, mãe morta - Foto: Arquivo pessoal

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) determinou a prisão temporária do suspeito de cometer o triplo homicídio que chocou os moradores de Águas Lindas (GO). O ex-namorado de Suzete dos Santos Miranda, 32 anos, ficará detido por 30 dias, podendo o prazo ser prorrogado por igual período.

O cozinheiro Valdimir Andrade, 45, que trabalhava em um restaurante de Águas Claras, é suspeito de matar a ex-namorada e os filhos dela, João Vitor dos Santos Fagundes, 6, e Joyce Miranda Fagundes, 4, a golpes de tesoura e faca. Ele permanece detido no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Águas Lindas, mas, tão logo a equipe de investigação concluir as diligências previstas, será levado para a cadeia pública do município.

Enquanto espera a conclusão das ações policiais, a família de Suzete (foto em destaque) corre para enterrá-la junto com os filhos. A previsão é de que o velório ocorra às 17h desta terça-feira (13/3), na mesma cidade em que aconteceu o crime.

Cena de horror
Os corpos das vítimas foram achados no domingo (11), no bairro Guaíra II, em avançado estado de decomposição. A primeira pessoa a se deparar com a cena de horror na casa onde mãe e filhos moravam foi o cunhado de Suzete, Edvaldo dos Santos Conceição, 46. “Abri a porta e fiquei chocado. As crianças eram muito apegadas a mim. Quase todo fim de semana, eu vinha para cá ficar com elas”, disse.

Havia muito sangue pela casa, segundo Edvaldo. “Vi primeiro o corpo do menino [João Vitor] e me assustei. Quando entrei no quarto, estavam Suzete e Joyce. Muito triste”, lamenta o cunhado. A mulher levou pelo menos uma facada no peito e 20 tesouradas no pescoço. Os filhos foram mortos com golpes de tesoura. No domingo (11), o cheiro dos corpos ainda era forte na rua onde ocorreu o crime.

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Casa onde corpos foram encontrados, no Jardim Guaíra II
Unidade onde o suspeito está preso
Delegacia de Homicídios apura o crime
Vítima foi encontrada morta no quarto, ao lado da filha
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Vítima foi encontrada morta no quarto, ao lado da filha

Reprodução/Facebook
Casa onde corpos foram encontrados, no Jardim Guaíra II
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Casa onde corpos foram encontrados, no Jardim Guaíra II

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Unidade onde o suspeito está preso
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Unidade onde o suspeito está preso

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Delegacia de Homicídios apura o crime
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Delegacia de Homicídios apura o crime

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Edvaldo disse que o garoto estava na sala, com um cobertor sobre a cabeça. A mãe usava blusa e tinha a calcinha arriada até o joelho. Já a menininha foi encontrada nua. A polícia suspeita que as vítimas tenham sido violentadas sexualmente.

O cunhado disse ter tido sangue-frio para pegar sua moto e ir até a polícia relatar o crime. “Fui tremendo, desesperado. Estava bastante nervoso, mas consegui me conter”. Edvaldo prestou depoimento. Aguarda a solução do crime e a identificação do responsável. “Existe um suspeito. Estamos esperando a perícia. Espero que a justiça seja feita”, afirma.

O laudo que ajudará a esclarecer o crime deve ficar pronto em até 30 dias. Uma equipe da Polícia Civil retornou ao local do crime nessa segunda (12), em busca de novas evidências.

O único que escapou da tragédia, o outro filho de Suzete, 12, está apavorado e não consegue dormir direito. “Ele está muito assombrado e com medo de tudo. Ele se assusta até com latido do cachorro, com qualquer barulho. Só conseguiu pegar no sono no domingo [11/3], depois de ficar agarrado em mim na cama. Chora bastante. Como vai ficar a vida desse menino?”, questiona Ivete dos Santos Miranda, tia materna do adolescente. O garoto mora com ela há aproximadamente um mês.

Vizinhança estarrecida
A vizinhança está estarrecida. O assassino agiu em silêncio. A suspeita é de que a família tenha sido morta na última sexta (9). De acordo com um vizinho das vítimas, que preferiu não se identificar, ele notou o portão aberto. “Foi estranho, porque ela [Suzete] sempre trancava tudo”, ressaltou.

O homem disse ainda que não tinha muito contato com Suzete, pois ela era “bem discreta e reservada”. “Não ouvimos nenhum barulho ou pedido de socorro. Foi uma surpresa”, destacou o vizinho.

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