Greve em Planaltina de Goiás: empresa promete pagar rodoviários às 17h
A empresa informou que fará o pagamento dos salários atrasados às 17h desta quinta-feira, mas trabalhadores dizem que promessa é antiga

A retomada da circulação dos ônibus da empresa Amazônia Inter, responsável pelo transporte coletivo de Planaltina de Goiás para o Distrito Federal, depende do pagamento dos salários atrasados dos rodoviários. A categoria iniciou uma greve na madrugada desta quinta-feira (18/6), deixando passageiros da cidade sem transporte.
Segundo o advogado dos rodoviários, Oseias Ramos a empresa informou que pretende efetuar o pagamento dos salários até as 17h desta quinta-feira. No entanto, os rodoviários não confiam na promessa e afirmam que a paralisação será mantida caso os valores não sejam depositados nas contas dos funcionários.
“Ela [a empresa] promete diversas vezes que vai fazer o pagamento. Prometeu que ia fazer o pagamento hoje (17/6) até as 17h. Só que essas promessas são antigas e não cumprem com o combinado”, relatou.
Ainda segundo Oséias, muitos funcionários estão sem pagar contas básicas, como água, luz e telefone, pois não receberam os salários. “A maioria desses trabalhadores estão com uma ou duas contas de energia atrasadas. E isso vai acumulando”, pontuou.
O Advogado destaca que somente oito ônibus da empresa estão circulando, os demais estão parados devido a greve.
O que diz a empresa
A Amazônia Inter Turismo Ltda. informa que acompanha a paralisação desde o início do movimento e que tem adotado todas as medidas administrativas e jurídicas cabíveis para restabelecer a normalidade dos serviços o mais rápido possível, com a expectativa de retomada gradual das operações ainda nesta tarde.
A empresa informa ainda que buscará junto ao Poder Judiciário o reconhecimento da ilegalidade da paralisação, visando resguardar a continuidade da prestação do serviço público de transporte e minimizar os prejuízos causados à população usuária.
Esclarece também que está promovendo a regularização das questões funcionais relacionadas aos colaboradores, mantendo diálogo permanente e adotando todas as providências necessárias para a solução da situação.
A reportagem também entrou em contato com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para solicitar um posicionamento sobre o caso, mas, até o momento desta publicação, não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.


