Adolescente mantido acorrentado pelo padrasto é resgatado em GO.
O caso ocorreu em Anápolis (GO) e a investigação teve início após denúncia encaminhada à prefeitura. O homem foi preso nesta terça (21/7)

Um homem, de 54 anos, foi preso nesta terça-feira (21/7) por manter o enteado, um adolescente de 13 anos com necessidades especiais de saúde, trancado e acorrentado dentro de um imóvel comercial, em Anápolis (GO), há pelo menos um mês.
Veja imagens do local:
As investigações da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do município se iniciaram após denúncia encaminhada à prefeitura, dando conta de que uma criança com necessidades especiais estaria sendo vítima de maus-tratos e mantida trancada em um imóvel comercial.
Diante da informação, equipes da Polícia Civil (PCGO), do Conselho Tutelar e do Programa Linha de Frente se deslocaram até o local, onde a denúncia foi confirmada: o adolescente foi encontrado sozinho e trancado dentro do imóvel, apresentando diversas lesões pelo corpo, além de indícios de que era mantido acorrentado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo as diligências da DPCA, havia indícios de que o investigado pretendia deixar a cidade e, por esse motivo, a delegacia representou pela prisão preventiva do suspeito junto ao Poder Judiciário, pedido que foi deferido.
Na tarde desta terça-feira (21/7), o padrasto do adolescente foi localizado na rodoviária do município, quando tentava fugir, sendo efetuada sua prisão.
Ao Metrópoles, a delegada titular da DPCA de Anápolis, Aline Lopes, disse que, durante o interrogatório, o suspeito afirmou que mantinha relacionamento com a mãe do adolescente há apenas três meses.
“Ele confirmou que acorrentava o menor pelo fato de ele ser muito violento. A mãe afirmou que também era agredida e que, inclusive, havia sido impedida pelo investigado de buscar pelo filho. Ao ser preso, o homem indicou o local onde a genitora estava, local este em que os dois estavam desde a liberação do menor”, detalhou a delegada.
As investigações prosseguem para esclarecer como se dava a participação da mãe do adolescente nos fatos, uma vez que há indícios de que a mulher também seria vítima de violência doméstica por parte do investigado.
De acordo com a PCGO, somadas as penas dos crimes pelos quais o investigado responderá, a expectativa é de que chegue a 13 anos de reclusão. Ele foi recolhido à unidade prisional, permanecendo à disposição da Justiça.



