Entorno: após pai ser preso pela polícia, bebê fica sozinho e morre afogado

O pai do afirma que a criança ficou sem a supervisão de adultos e se afogou na piscina. PMGO nega a versão

atualizado 08/07/2020 18:51

Reprodução/TV Anhanguera

Na última sexta-feira (3/7), Miguel Tayler Pereira Gualberto, de apenas 1 ano, morreu afogado em casa, em Planaltina de Goiás. A fatalidade ocorreu após o pai da criança ser abordado pela Polícia Militar de Goiás (PMGO) e ser levado pela corporação para a delegacia. Ele era suspeito de ter cometido um roubo.

O pai da criança afirma que o menino ficou sozinho, apenas com os outros dois irmãos menores, de 3 e 6 anos. A PMGO nega a versão e afirma que havia outros dois adultos no local. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do estado.

Jonas Pereira Gualberto, pai do bebê, relatou que cuidava sozinho de Miguel e dos outros filhos quando a polícia o abordou em sua residência. Segundo ele, a mulher tinha ido ao supermercado.

Ao chegar à delegacia, Jonas não teria sido reconhecido pela vítima do roubo e foi liberado. No entanto, antes de retornar para casa, recebeu um telefonema da irmã de que o filho havia morrido afogado na piscina.

Raifra da Silva, mãe da criança, confirmou que estava no supermercado. Ela tentou salvar o filho, porém sem sucesso. A criança chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu.

Nota da Polícia Militar de Goiás

A corporação conta uma versão diferente. Em nota, a PM afirma que prendeu o homem por suspeita de roubo, mas que havia outros familiares na residência. Confira:

A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que ao tomar conhecimento de tal queixa, entrou em contato com o comando de Planaltina, sendo informado que de fato a Polícia Militar realizou a prisão do suspeito pelo crime descrito no artigo 157 do Código Penal (Roubo).

Lamentamos profundamente a morte da criança pelo afogamento, entretanto, diferentemente do que foi descrito pela esposa do detido, no momento da prisão do suspeito estavam presentes na residência familiares, conforme relatado no próprio Registro de Atendimento Integrado, dentre eles a esposa, a irmã e o cunhado, além de seus três filhos.

Mesmo assim, diante desta situação de tamanha comoção, nenhum fato ficará sem a devida e correta apuração, para que não paire duvidas na condução da ocorrência por parte dos policiais nela envolvidos.

O caso está sendo investigado pelo delegado Antônio Humberto Soares. Testemunhas foram intimadas e os policiais militares devem ser ouvidos.

 

 

 

 

 

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