Entenda por que o preço da gasolina continua alto no Distrito Federal

De acordo com o Sindicombustíveis-DF, as distribuidoras que atendem o DF alegam maior participação da gasolina importada no estoque

atualizado

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Posto de gasolina - Metrópoles
1 de 1 Posto de gasolina - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (28/5), um reajuste de R$ 0,48 por litro na gasolina tipo A. Com a subvenção econômica instituída pelo governo federal recentemente (na casa dos R$ 0,44 por litro), o impacto direto do aumento nas distribuidoras está estimado em apenas R$ 0,04.

É o que afirma o Sindicombustíveis-DF. De acordo com o presidente da entidade, Paulo Tavares, a adesão da Petrobras ao programa federal “é uma medida importante para reduzir os impactos da volatilidade internacional sobre o consumidor brasileiro e demonstra o esforço da companhia em colaborar com a estabilidade do mercado interno”.

Mesmo assim, quem anda pelas ruas do DF, tem percebido que o preço nas bombas tem crescido, antes mesmo do anúncio da Petrobras. Sobre isso, Tavares pontuou que os postos de combustíveis não compram diretamente da companhia, mas das companhias distribuidoras, responsáveis pelo fornecimento ao mercado revendedor.

“Nos últimos dias, parte significativa das distribuidoras vem promovendo reajustes de custos, alegando aumento no preço da gasolina importada, em razão da alta internacional do petróleo e dos derivados provocada pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã e o Oriente Médio”, explicou.

Segundo ele, as distribuidoras que atendem os postos do DF afirmaram que houve um aumento médio próximo de R$ 0,10 por litro nos custos praticados pelas distribuidoras nos últimos 10 dias. “A justificativa é que há uma maior participação de gasolina importada na composição dos estoques e operações de abastecimento”, disse Tavares.

“Embora a Petrobras tenha confirmado adesão à subvenção econômica criada pelo governo federal, as distribuidoras ainda não esclareceram de forma objetiva ao mercado se também irão aderir integralmente ao mecanismo de compensação nos volumes de combustível importado”, ressaltou.

De acordo com o presidente do Sindicombustíveis-DF, a falta de transparência gera insegurança no setor revendedor. “Além disso, dificulta a compreensão, por parte da sociedade, sobre os reais impactos dos reajustes atualmente praticados pelas companhias distribuidoras”, alertou.

“Os postos revendedores, frequentemente, também são surpreendidos com alterações de custos sem previsibilidade ou comunicação prévia adequada por parte das distribuidoras, o que compromete o planejamento operacional do varejo e aumenta a instabilidade do mercado”, lamentou.

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