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No próximo domingo (5/11), 125 mil estudantes enfrentarão o primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Distrito Federal. Eles serão distribuídos em 167 escolas. As novidades deste ano na estrutura montada pelo GDF para dar suporte aos candidatos são o reforço na segurança e medidas para enfrentar o racionamento.

O governo promete abastecer as unidades afetadas pelo corte no abastecimento com caminhões-pipa. Entre as escolas que receberão água, estão 17 em Planaltina, 17 em Sobradinho e duas em São Sebastião.

Outra novidade, é o reforço no policiamento. Após a suspeita de que a Máfia dos Concursos planejava fraudar o exame deste ano, levantada durante uma operação conjunta das polícias civis de Goiás e do Distrito Federal na semana passada, a PM garante que todas as escolas terão policiais e viaturas de prontidão. Serão 350 militares no total.

Os militares farão o acompanhamento dos envelopes e dos cartões de prova, a partir das 6h, do Aeroporto Internacional de Brasília até os 167 locais de provas e, ao final, de volta ao terminal. Essa escolta reversa é novidade.

“Este ano, a PM vai buscar as equipes dos Correios para a distribuição de provas em todas as escolas e, à noite, fará o recolhimento. O objetivo do serviço extra da corporação é oferecer melhor segurança ao evento”, disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes, durante coletiva de imprensa nesta sexta (3/11).

Segundo o secretário de Educação, Júlio Gregório, todas as medidas estão sendo tomadas para assegurar tranquilidade aos candidatos. “Vamos garantir água potável nos locais onde há racionamento”, afirmou.

A grande concentração de alunos será em três faculdades particulares: UniCeub, Unip e UDF. Haverá reforços em 30 linhas de ônibus.

Os coletivos circularão com a escala de domingos e feriados, de 40% da frota, com possibilidade de aumentá-la nos horários de pico, a partir das 12h — quando os portões das escolas se abrem para o Enem — e das 18h. No dia 5, o metrô funcionará até as 20h, ou seja, uma hora a mais do que em outros domingos. No dia 12 de novembro, segundo dia de prova, até as 19h.

Além disso, os estudantes do ensino médio que possuem o passe livre estudantil poderão usar o mesmo cartão para ir aos locais onde será aplicado o teste.

 

Novos recursos
Temendo fraudes, o Ministério da Educação vai estrear dois novos recursos de segurança. Um deles, é a prova personalizada, com nome e número de inscrição do participante. O outro, são detectores de ponto eletrônico, um receptor avançado de identificação de campo próximo, capaz de perceber a emissão de sinais em radiofrequência de Wi-Fi, bluetooth, celulares e outras transmissões ilegais.

O equipamento será usado para localizar e identificar, com precisão e sem a necessidade de busca pessoal, participantes que tentarem usar pontos eletrônicos ou aparelhos de transmissão e, eventualmente, tenham burlado a inspeção por detectores de metal.

Vale lembrar que a edição de 2017 contará com ao menos dois desses aparelhos em cada local de prova. Ao todo, serão usados 67 mil equipamentos em todo o país – o número garante a vistoria dos participantes na entrada e na saída dos banheiros nos ambientes de aplicação. Ou seja, o Enem deste ano terá um detector de metal para cada 100 candidatos. Em 2016, a relação era de 110 pessoas por aparelho.

Já os dispositivos que identificam o ponto eletrônico serão distribuídos em locais estratégicos, selecionados pela Polícia Federal.

A prova será personalizada com nome e número de inscrição de cada participante, o que inibe significativamente as tentativas de fraude. Com o novo recurso, o candidato não tem a opção de “mentir” sobre a cor do seu teste, uma vez que o cartão de resposta está vinculado ao caderno de questão personalizado.

Os candidatos que vão prestar o exame contarão com o reforço das seguintes linhas de ônibus:

Divulgação/DFTrans  

 

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