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Distrito Federal

Empresa que toca obra do Metrô deve elaborar laudo sobre rachadura em casa no DF

Uma residência foi interditada após apresentar risco estrutural, e outros moradores também relatam rachaduras atribuídas às obras do Metrô

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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Empresa que toca obra do Metrô deve elaborar laudo sobre rachadura em casa no DF

A empresa responsável pelas obras de expansão da Linha 1 do Metrô-DF tem até esta sexta-feira (27/6) para apresentar à Defesa Civil um laudo técnico que deve apontar se as rachaduras e demais danos estruturais registrados em residências de Samambaia foram provocados pela intervenção. Caso seja confirmada a relação entre os problemas e a obra, a construtora deverá custear os reparos nos imóveis afetados.

Desde o início das obras, há pouco mais de um ano, moradores da região passaram a relatar o surgimento de rachaduras em suas casas. A Defesa Civil realizou vistorias técnicas nos imóveis e, no caso considerado mais grave, interditou a residência de uma mulher de 34 anos que vive com a mãe, de 66, acamada e cadeirante. Além dela, outros moradores também relataram ao Metrópoles danos estruturais atribuídos à intervenção.

Em nota, a Defesa Civil informou que as inspeções realizadas são classificadas como “Inspeção de Nível 1”, procedimento baseado em avaliação visual para identificar falhas aparentes e verificar, de forma preliminar, as condições estruturais dos imóveis.

A obra foi licenciada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). O Metrópoles entrou em contato com o Metrô e com o Ibram em busca de um posicionamento sobre o caso, mas até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Casa interditada

O caso mais grave é o da moradora Viviane de Fátima Morais, 34, residente na QR 625, em Samambaia. Um laudo preliminar da Defesa Civil apontou risco de colapso parcial da estrutura do imóvel onde ela vive, o que levou à interdição da edificação.

Segundo Viviane, as rachaduras começaram a surgir alguns meses após o início das obras de expansão da Linha 1 do metrô, há pouco mais de um ano, e aumentaram conforme o avanço dos serviços.

“Quando as máquinas pesadas passavam, a casa tremia. As rachaduras começaram a aparecer e foram aumentando. Eu chamei os responsáveis pela obra e eles disseram que, quando terminassem de passar as máquinas pesadas, fariam os reparos. Mas nada foi feito”, relata.

Além do risco de perder a casa, Viviane enfrenta outro desafio: encontrar um local adequado para cuidar da mãe, que ficou acamada após sofrer um aneurisma e depende de cadeira de rodas para se locomover.

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Nem o chão escapa das fissuras
As paredes estão descolando uma das outras
As frestas crescem com o tempo
A casa tem rachaduras por todos os cantos
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A casa tem rachaduras por todos os cantos

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Nem o chão escapa das fissuras
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Nem o chão escapa das fissuras

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As paredes estão descolando uma das outras
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As paredes estão descolando uma das outras

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As frestas crescem com o tempo
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As frestas crescem com o tempo

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O administrador regional de Samambaia, Marcos Leite, informou que esteve na residência acompanhado por equipes técnicas para avaliar alternativas que garantissem a segurança da família. Entre as possibilidades discutidas estava a mudança temporária para a segunda casa existente no lote.

A proposta, porém, foi descartada porque o imóvel não possui as adaptações necessárias para atender à mãe da moradora. Segundo Marcos Leite, a administração aguarda a conclusão do laudo técnico para definir as próximas providências.

“A outra casa não foi adaptada. Aqui temos rampas, corredores mais largos e espaço para movimentar a cadeira de rodas. Lá não tem como fazer os cuidados que minha mãe precisa e não temos condições de adaptar a outra casa”, afirma Viviane.
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A casa é totalmente adaptada para a mãe de Viviane
O quarto tem portas maiores para melhorar a locomoção da idosa acamada
Viviane cuida da mãe acamada há mais de um ano
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Viviane cuida da mãe acamada há mais de um ano

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A casa é totalmente adaptada para a mãe de Viviane
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A casa é totalmente adaptada para a mãe de Viviane

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O quarto tem portas maiores para melhorar a locomoção da idosa acamada
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O quarto tem portas maiores para melhorar a locomoção da idosa acamada

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Rachadura na garagem

Outra pessoa que também foi afetada e teve a casa danificada é a enfermeira Ramone de Souza, 44 anos. Ela conta que percebeu a rachadura há cerca de quatro meses.

“O dano apareceu na área da minha casa e também na parede da residência vizinha. Meu maior medo é que a casa da vizinha ceda e acabe atingindo a minha”, relata.

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A maior fissura está na parede da garagem
Fissuras começaram a  surgir há quatro meses
Garagem de Raumone tem fissuras por todos os cantos
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Garagem de Raumone tem fissuras por todos os cantos

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A maior fissura está na parede da garagem
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A maior fissura está na parede da garagem

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Fissuras começaram a  surgir há quatro meses
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Fissuras começaram a surgir há quatro meses

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Ramone mora no imóvel com o marido, cinco filhos e um neto. Segundo ela, a família não possui outro local para morar caso seja necessária uma retirada emergencial.

“Não temos para onde ir se precisarmos sair daqui”, afirma.

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