Em dia de paralisação, professores marcam reunião com Ibaneis

Categoria fez paralisação nesta quinta-feira (24/3) e discutirá com o governador reajuste salarial, gratificação e violência nas escolas

atualizado 24/03/2022 14:02

Professores reunidos em assembleiaRafaela Felicciano/ Metrópoles

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) realizou, às 9h desta quarta-feira (24/3), no estacionamento do Complexo da Funarte, uma assembleia da categoria. Na reunião, discutiram-se reajuste salarial, incorporação de gratificação e concurso da Secretaria de Educação.

A categoria aprovou a realização de nova paralisação até 27 de abril. Segundo a presidente do Sinpro-DF, Rosilene Côrrea, na próxima terça (29/3), será realizada uma reunião com o governador Ibaneis Rocha a fim de negociar a situação dos professores no DF. De acordo com os representares da categoria, cerca de 6 mil trabalhadores compareceram ao ato.

“[Na terça] A gente vai saber se o governador está com disposição de evitar um movimento mais forte. Nós entendemos que o governador vai fazer isso [negociar] porque é insustentável uma posição diferente dessa. Uma greve só acontece quando a categoria não tem mais alternativas. Ninguém está aqui ignorando o cenário no país”, afirmou Rosilene.

O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Educação, mas a pasta não respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Violência nas escolas

Para a presidente do Sinpro-DF, os recentes casos de violência nas escolas também serão discutidos na reunião com o GDF, marcada para a próxima terça. Nos últimos seis dias, foram registradas pelo menos quatro ocorrências de agressões.

“Toda a violência é grave. O que nós estamos vivendo nas escolas é resultado de uma sociedade violenta. E ela tende a aumentar quando você não tem políticas públicas de combate à desigualdade”, avalia.

Na próxima semana, o sindicato vai realizar atos nas escolas de São Sebastião palco de violência. São elas: Colégio Fundamental do Bosque e Centro Educacional São Francisco, o CED Chicão. “Precisamos que a nossa juventude periférica, negra, se sinta cuidada”, completa Rosilene.

Quatro casos em seis dias

O Distrito Federal registrou pelo menos quatro casos de agressões envolvendo alunos nos últimos seis dias. Na manhã dessa quarta (23/3), uma adolescente de 14 anos precisou ser socorrida ao hospital após ser atacada por outro estudante no Colégio Fundamental do Bosque, em São Sebastião. A garota teve quatro perfurações de faca nas costas e uma no braço esquerdo. Ela foi conduzida ao Hospital Regional do Paranoá pelo Corpo de Bombeiros.

Nessa terça (22), durante uma briga em frente ao Centro Educacional São Francisco, o CED Chicão, em São Sebastião, uma jovem apontou uma arma para a cabeça de uma estudante. A confusão, registrada por celulares, viralizou nas redes sociais.

Também na terça, o diretor da escola Centro de Ensino Fundamental 8 (CEF 8), de Taguatinga, precisou separar uma briga entre estudantes. A confusão foi gravada por outros estudantes. As imagens mostram dois alunos trocando socos e chutes. De repente, o diretor da unidade de ensino aparece e separa os dois discentes.

No fim da manhã de sexta-feira (18/3), um adolescente de 17 anos foi ferido com uma facada após briga de estudantes em outra escola pública do Distrito Federal. O caso aconteceu dentro do Centro de Ensino Médio 3, em Ceilândia. O rapaz chegou ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) em estado grave e passou por cirurgia, de acordo com familiares.

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