Mapa de calor: veja as cidades mais visitadas pelos candidatos ao GDF
Foram selecionados os seis candidatos mais bem pontuados nas pesquisas Metrópoles/Idea ao longo de toda a campanha eleitoral
atualizado
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Desde o início da campanha eleitoral – no dia 16 de agosto –, os candidatos ao Palácio do Buriti visitaram diversas regiões administrativas (RAs) durante suas agendas. Levantamento realizado pelo Metrópoles revela as cidades pelas quais os principais concorrentes ao cargo de governador passaram.
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A região do Plano Piloto, por exemplo, foi a mais frequentada pelos postulantes ao posto de chefe do Executivo local. Entre os que concorrem ao cargo, veja os seis candidatos mais bem pontuados nas pesquisas Metrópoles/Idea: Ibaneis Rocha (MDB), Izalci Lucas (PSDB), Leila Barros (PDT), Keka Bagno (PSol), Paulo Octávio (PSD), Leandro Grass (PV) e Professor Robson (PSTU).
Os dados foram coletados a partir das agendas de campanha disponibilizadas pelas assessorias dos postulantes ao longo do período eleitoral. Para facilitar a contagem, a reportagem selecionou apenas uma visita a determinada RA por dia, entre 16 de agosto e 23 de setembro. Desse modo, mesmo que o candidato tivesse dois ou mais compromissos naquela região, fica registrada somente uma passagem pelo local.
Além disso, foram tabuladas outras atividades relevantes à campanha eleitoral, como: sabatinas, debates, entrevistas, gravações de campanha, reuniões, cerimônias e posses. Nesses casos, não foram computadas a partir do endereço, e sim pela finalidade do ato.
Veja o “mapa de calor” de cada candidato:
Disputa pela internet
Segundo o cientista político André Rosa, houve mudança no tipo de campanha realizada nas eleições deste ano. “Na realidade, os instrumentos do marketing político estão mais sofisticados. A internet tem um alcance maior. Desse modo, o candidato consegue investir em marketing digital gastando muito menos. A campanha política mudou um pouco, por isso não tem tanta bandeira na rua, nem santinho”, avalia.
Para o especialista, o tipo de campanha feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018 virou “case” para os demais postulantes. “Ele não esteve em lugar nenhum nas últimas eleições”, disse.
Nos dias que antecedem o pleito, entretanto, a junção do contato corpo a corpo do candidato com o eleitor e do alcance pela web é fundamental para a contagem de votos a favor. “Nesta reta final, são os dois [corpo a corpo e internet]. Os santinhos distribuídos de madrugada por um helicóptero ainda são fundamentais. Geralmente, o eleitor não sabe o número do candidato que irá votar para o Legislativo. Ele pega o santinho na rua e vota. Esse é o que a gente chama de voto desonesto, o voto por ocasião”, explica.
Em relação às consultas de intenções de voto, Rosa acredita que servem de termômetros pontuais para indicar certo panorama político. “Só fala mal de pesquisa quem está atrás. Ela reflete o humor do eleitor naquele momento. No dia da eleição, tudo pode mudar. Muitos eleitores decidem de fato na última semana. A pesquisa que você vai ver hoje não é a mesma da próxima semana. Até mesmo a boca de urna falha no dia da eleição”, afirma.
