Efeito vacina: DF tem maior queda de novos casos de Covid no país
Variação percentual de novos casos da Covid-19 é referente ao período entre 4 e 10 de julho, indica boletim da Codeplan

O Distrito Federal registrou queda de 43,25% na variação percentual de novos casos da Covid-19 entre 4 e 10 de julho deste ano, em comparativo com a semana anterior. O paralelo detalha a diferença entre o número de casos notificados da doença dentro dos dois intervalos. Os dados são do boletim semanal divulgado, nessa terça-feira (12/7), pela Companhia de Desenvolvimento de DF (Codeplan). O índice colocou a capital federal em último lugar no levantamento entre as Unidades da Federação (veja gráfico abaixo).

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Ver todasO número de óbitos cai a medida em que a vacinação avança no Brasil. Desde 19 de janeiro de 2021, dia em que foi aplicada a primeira ampola de vacina contra Covid no Distrito Federal, até esta quinta, o DF havia usado 6,8 milhões de doses do imunizante. Dessas, 2,5 milhões foram primeiras doses; 2,3 milhões, segundas doses; 60 mil doses únicas; 1,3 milhão doses de reforço e 453 mil segundas doses de reforço.
Até essa quinta, 85,46% da população vacinável do DF – ou seja, de 5 anos ou mais – havia tomado pelo menos as duas primeiras doses do imunizante, ou dose única. As informações constam no vacinômetro, alimentado diariamente pela Secretaria de Saúde do DF.
De acordo com a pesquisa da Codeplan, nas últimas quatro semanas, as seis regiões administrativas do DF que tiveram maior número de casos registrados foram Plano Piloto, Taguatinga, Ceilândia, Águas Claras, Guará e Sobradinho, respectivamente. A área central de Brasília lidera essa expansão, com 10.264 notificações no período.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFAs regiões que tiveram maior registro de óbitos nas últimas quatro semanas foram: Plano Piloto, Taguatinga, Samambaia, Planaltina, Guará e Gama, respectivamente.
Até o momento, Ceilândia, Taguatinga e Samambaia são, respectivamente, as líderes em quantidade de vítimas da Covid-19, com 1.614, 1.126 e 869 casos.

Até às 17h dessa quinta-feira (14/7), o DF havia registrado 822.798 casos confirmados do novo coronavírus segundo informativo da Secretaria de Saúde (SES-DF). Ainda contabilizou e 11.802 óbitos e taxa de transmissão R(t) de 0,75.
O indicador mostra que um grupo de 100 pessoas é capaz de infectar outras 75. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando a taxa de transmissão está acima de 1 significa que a pandemia está avançando. A atualização consta no mais recente boletim epidemiológico emitido pela Secretaria de Saúde do DF.
Risco de subnotificação de casos
A chegada da quarta onda da Covid-19 no DF, em junho, trouxe os números para perto do recorde de notificações diárias. Em conversa com o Metrópoles, especialistas apontaram que o registro de casos não corresponde à realidade.
O principal motivo apontado é a subnotificação por causa dos autotestes de Covid-19 vendidos nas farmácias, em que qualquer pessoa pode receber o diagnóstico positivo para a doença sem sair de casa. Esses produtos foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 17 de fevereiro.
“Temos dois elementos que favorecem a subnotificação. O primeiro é o autoteste e o segundo é que essa sublinhagem de coronavírus é mais branda, então, muita gente não faz o teste”, explicou o pesquisador do Centro Universitário Iesb e pós-doutor pela Universidade de Brasília (UnB) em ciência do comportamento, Breno Adaid.
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