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O jovem Rafael Ferreira coleciona conquistas acadêmicas. Curioso desde criança, o rapaz de 20 anos “sempre foi diferente dos colegas” e recebeu vários prêmios como melhor aluno das turmas por onde passou no Leonardo da Vinci. Recentemente, deu um passo maior para sua formação profissional. Ele teve o ingresso aprovado na Universidade Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge, nos Estados Unidos – uma das mais renomadas do mundo. 

A alegria pela notícia transformou-se rapidamente em apreensão. Rafael não sabia como iria fazer para pagar a taxa semestral da instituição, no valor de US$ 25.570 — o equivalente a R$ 100 mil. Depois de pensar em uma solução, decidiu abrir uma vaquinha virtual. Até a noite de sexta-feira (9),  ele havia arrecadado R$ 1,5 mil de amigos e familiares.

Rafael sempre morou com a mãe, Luciana Ferreira, e a avó, Luzia Ferreira, – suas principais apoiadoras. Quando pequeno, ele “fazia perguntas que os adultos não sabiam responder”. A falta de explicações, segundo diz, o motivou a ir “em busca de conhecimento”. 

Sempre tive vontade de aprender. Minha avó foi a maior inspiração, sigo os conselhos dela. Ela me disse que o único legado que poderia deixar para minha vida eram os meus estudos"
Rafael Ferreira

Conquistas
No 5ª ano do ensino fundamental, o garoto já se destacava. Na época, ele foi ranqueado como o melhor aluno de todo o colégio, baseado no seu desempenho acadêmico durante o ano. O resultado lhe garantiu uma bolsa de 90% na unidade educacional.

No ensino médio, conquistou medalhas nas Olimpíadas Brasileiras de física e de química. Rafael foi co-fundador do grêmio estudantil e do clube de química, além de ter sido escolhido para dar aulas de monitoria no laboratório de física.

Quando prestou vestibular, foi aprovado para o curso de física em primeiro lugar na Unidade Federal do Rio de Janeiro e, em segundo, na Universidade de Brasília, com notas suficientes para ser aprovado em cursos mais disputados, como direito e medicina.

Rafael diz que escolheu a área porque é “fissurado pelo universo e as coisas que o cercam”. Dentre as universidades, Rafael optou por permanecer no DF e, em 2017, matriculou-se na UnB. “Como participava das competições, tinha contato com os professores. Sei que é uma instituição renomada”, justificou.

Sou uma pessoa apaixonada pela física e gostaria de poder transformar o mundo por meio da ciência"
Rafael Ferreira

Na faculdade, foi monitor remunerado de cálculo 2 e do Laboratório de Métodos da Física Experimental. Atualmente, cursa o quarto semestre da graduação e realiza trabalhos voluntários em escolas do DF, onde, segundo conta, “procura motivar alunos a irem atrás de seus sonhos e de conhecimento”.