Após professores cruzarem os braços, Alub promete volta das aulas

Docentes de unidade na Asa Norte reclamam de atrasos nos salários. Direção prometeu a pais que atividades serão retomadas nesta quinta-feira

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 08/08/2019 15:22

Depois de alunos do colégio Alub da 913 Norte terem ficado sem aula na manhã dessa terça (06/08/2019), devido à paralisação de professores que estão sem receber salários, a direção da unidade garantiu aos pais que as atividades serão retomadas normalmente nesta quinta-feira (08/08/2019). Segundo os coordenadores da instituição informaram aos responsáveis, é possível terminar o ano sem prejudicar os estudantes.

A afirmação foi feita em reunião realizada na tarde desta quarta (07/08/2019), na quadra de esportes da escola. “Nos disseram que a instituição tem condições de terminar este ano. Então, o jeito é confiar”, diz Carmen Bernardes, 47, mãe de uma aluna que está no 1° ano do ensino médio.

De acordo com ela, a coordenação da unidade procurará repor de maneira emergencial os professores que estão insatisfeitos, além de ajudar os alunos que estão no 3° ano. “Estão montando uma força-tarefa para tentar tirar o atraso daqueles que vão fazer o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], pois já está chegando”, afirma Carmen.

Mesmo com os problemas, Márcia Nery, 48, mãe de uma criança do ensino fundamental 1, avalia que a maioria dos pais saiu satisfeita com o que foi apresentado na reunião. “A direção se mostrou disposta a dialogar e esclarecer vários pontos. Tinha pais, por exemplo, que só descobriram a situação agora”, afirma.

Com a escola assumindo o compromisso, Márcia diz que prefere deixar o filho dela no Alub, pelo menos até o final do ano. “Se nos deram garantia, o jeito é confiar.”

Procurada pela reportagem, a direção do Alub não quis se manifestar.

Veja vídeos da reunião desta quarta-feira (07/08/2019):

 

Uma professora que preferiu não se identificar confirmou que o pagamento dos salários de maio e junho está atrasado. “Paramos na unidade da 913 Norte para ver se damos um choque de realidade. Mas a ideia é fazer o movimento em outros colégios da rede também”, disse.

O diretor jurídico do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino no DF (Sinproep), Rodrigo de Paula, confirma que a paralisação é resultado do atraso de salários. “Eles só voltam quando o pagamento cair na conta”, afirma. De acordo com Rodrigo, outras unidades podem parar. “O sindicato enviará uma nota aos pais pedindo compreensão e o apoio deles. Afinal, pagam mensalidade, e esse salário precisa sair.”

O diretor diz que a situação no Alub está crítica há algum tempo. Com os salários dos funcionários atrasados, a entidade entrou com ação no Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o colégio. A ata da audiência pública realizada em 11 de julho revela que o Alub estaria endividado com o Banco Bradesco e os salários dos meses de maio e junho deste ano estariam atrasados, além do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), não recolhido desde setembro do ano passado.

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