Gasolina tem nova alta e litro chega a R$ 4,50 no Distrito Federal

Segundo presidente de sindicato dos postos, aumento do ICMS e do dólar causaram escalada no valor do combustível, sem previsão de queda

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 02/04/2019 11:22

O brasiliense vem acompanhando com surpresa a escalada do preço da gasolina nos postos da capital do país. Nas últimas três semanas, o preço passou de R$ 3,98 para até R$ 4,50, dependendo da região. O preço médio, agora, é de R$ 4,47, mas o Metrópoles ainda encontros estabelecimentos vendendo a R$ 4,06, no centro de Taguatinga.

As previsões não são boas para os consumidores. Segundo Paulo Tavares, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF, dificilmente os postos conseguirão se manter abaixo de R$ 4, a não ser, afirmou, que a Petrobras reduza o preço nas refinarias.

Outra alternativa, destacou, seria a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), promessa feita durante campanha pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). De acordo com Paulo Tavares, a medida poderia reduzir o preço da gasolina em aproximadamente R$ 0,13.

Em entrevista ao Metrópoles, o empresário afirmou que o aumento do ICMS recolhido na bomba, ao contrário, subiu cerca de R$ 0,07, recentemente, o que colaborou com o reajuste.

 

Já a subida durante o ano é resultado, segundo Tavares, de um conjunto de fatores. “Foi uma recomposição de preço normal”, declarou. Logo antes de janeiro, os postos trabalharam com o limite de lucros, disse. E, ao longo dos meses, foram diversos reajustes da Petrobras.

“Os preços baixos podem acontecer, mas, no momento, é inviável que perdurem”, alegou o presidente do sindicato. “Quem não aumentou é porque ainda tem estoque”.

O preço da gasolina nas refinarias da Petrobras chegou ao valor o mais alto desde o começo de novembro de 2018. O último reajuste foi de 1,5% e fez o preço do litro do combustível atingir R$ 1,8326.

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