Gás de cozinha fica 5% mais caro no DF a partir desta sexta-feira

Petrobras anunciou aumento de 5% no preço médio de venda do combustível às revendedoras nesta quinta-feira (26/12/2019)

Hugo Barreto/Especial para o MetrópolesHugo Barreto/Especial para o Metrópoles

atualizado 26/12/2019 18:39

O gás de cozinha vai ficar mais caro no Distrito Federal. De acordo com o Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindvargas), as empresas filiadas foram comunicadas pelas distribuidoras sobre a elevação no preço nesta quinta-feira (26/12/2019). A Petrobras informou que o combustível custará 5% a mais.

O aumento passará a valer já nesta sexta (27/12/2019). Ao Metrópoles, o presidente do Sindvargas, Sérgio Costa, afirmou que o reajuste “causa estranheza”, pois, segundo o diretor da entidade, o preço do combustível no mercado internacional tem sofrido redução ao longo dos últimos dias.

“Ainda não consegui entender o real motivo. O argumento que a Petrobras sempre adota é o de reflexo do mercado internacional. Mas averiguei que o mercado internacional apresentou queda de 6,6% no preço. Não tem argumento, não bate”, disse Costa.

Segundo cálculos do sindicato, o preço médio do botijão de gás residencial custa hoje, em média, R$ 73,81 no DF. Com o aumento, o valor subiria para R$ 77,50. Os revendedores temem, agora, uma queda no número de vendas.

“O setor de gás vem sofrendo uma dificuldade gerencial em decorrência desses reajustes. Não temos conseguido colocar ao consumidor nem 60% do que recebemos de reajuste. O prejuízo é maior para os vendedores do que para os consumidores. Cerca de 100 empresas do DF já fecharam por não terem como se manter. Os custos são elevados “, explica o presidente do Sindvargas.

Na tarde desta quinta (26/12/2019), revendedoras do DF ainda não haviam sido notificadas do aumento e não sabiam informar quanto o botijão passaria a custar. Em Ceilândia, por exemplo, era cobrado R$ 70. Em Sobradinho, R$ 80.

Procurada pela reportagem, a Petrobras confirmou o reajuste médio à vista e sem tributos da companhia às distribuidoras. A estatal, contudo, não revelou o motivo do aumento do preço do gás de cozinha.

Revendas irregulares

Os aumentos costumam afetar até o comércio clandestino, que aproveita essas ocasiões para ampliar o lucro. Segundo o Sindvargas, para cada revenda regular de gás no Distrito Federal, existem quatro ilegais, como já noticiado pelo Metrópoles. A entidade alerta para uma série de riscos que o comércio clandestino acarreta.

Além de lesar o consumidor com produtos adulterados, a venda de botijões de gás sem certificação pode causar acidentes de grandes proporções.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), atualmente existem 482 autorizadas ativas no DF. O órgão regulador das revendedoras é a própria agência, mas a fiscalização é feita apenas pelos agentes econômicos autorizados.

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