Economia cresce e dá sinais de recuperação no DF

Agropecuária, serviços e indústria puxaram o índice para cima, segundo dados divulgados pela Codeplan

Dênio Simões/Agência BrasíliaDênio Simões/Agência Brasília

atualizado 17/09/2019 18:09

Pouco a pouco, a economia do DF vai dando sinais de recuperação. O Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF), que mede a variação do nível de atividade da região, registrou no segundo trimestre do ano (abril/maio/junho) uma alta de 1,7 % em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o Boletim de Conjuntura do DF, elaborado pela Codeplan, é o segundo trimestre consecutivo que o indicador aponta variações maiores que as do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que no mesmo período acumulou variação de 1,0 % (veja gráfico).

Reprodução/Agência Brasília

Entre os responsáveis pelo “empurrão” na economia distrital estão atividades como a agropecuária, com variação positiva de 2,8 %; serviços, com 1,8 % e; indústria, com 0,9 %.

Há destaque também para o segmento da construção civil: esse setor específico, que desde 2013 sofria com o mau desempenho econômico, agora registra uma leve recuperação de 0,1 %. O engenheiro civil Lorymer Araújo confirma a melhora no mercado. “Sem dúvidas as coisas estão menos difíceis, principalmente por que o governo está fomentando o desenvolvimento do setor”, afirma. Ele detalha uma série de obras, como as de infraestrutura em Vicente Pires e revitalizações pontuais no Plano Piloto. “No início deste ano, eu, sozinho, contratei mais de 150 pessoas”, detalha o empresário.

“É importante essa retomada, pois a construção civil representa mais de 50 % da indústria do DF e move boa parte da economia”, diz o presidente da Codeplan, Jean Lima.

Agropecuária
Só na comparação com o segundo trimestre deste ano com o de 2018, a elevação na agropecuária foi de 2,8 %. As culturas de feijão e de milho foram os destaques da produção local tanto no primeiro quanto no segundo trimestre de 2019.

No Brasil, a agropecuária mostrou leve alta de 0,4 % no trimestre, resultado de aumentos na produção de algodão herbáceo e de milho, e de quedas na produção de arroz e café, e de um bom desempenho da pecuária.

A produção de soja também variou positivamente, ainda que pouco. No entanto esse produto específico – assim como os outros preponderantemente do setor primário – teve queda nas exportações.

Aliás, as exportações mostram, segundo técnicos da Codeplan, uma situação mais preocupante: houve queda de 50 % no segundo trimestre de 2019, quando comparado ao mesmo período de 2018. Com esse resultado, a queda do semestre chegou a 51 % na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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