Brasilienses que foram abastecer nesta terça-feira (18/12) levaram um susto com o preço do litro da gasolina. Nos últimos dias, o valor caiu para menos de R$ 4 e, agora, está sendo comercializado a R$ 4,50. O aumento de R$ 0,50 é resultado da política de preços da Petrobras, que, desde o início do mês, reajustou o valor do produto nas refinarias em quase 8%.

A alta preocupa os consumidores, que temem nova escalada nas bombas. Em setembro, o valor do litro da gasolina chegou a ultrapassar R$ 5 em postos da capital.

O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli critica a política de preços do petróleo. “O que a gente vem observando é que essa política de reajustes sistemáticos acaba favorecendo principalmente a última etapa da cadeia. Quando o preço se eleva, os empresários aumentam instantaneamente. Quando baixa, não se vê o mesmo movimento”, destaca.

O presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, explica que a realidade do preço alto da gasolina não vai mudar enquanto a carga tributária não for modificada e a política de preços da Petrobras continuar como está.

“Enquanto não cortar os impostos, não vai resolver. Nem as distribuidoras têm mais gordura para queimar. A margem da revenda da distribuição, hoje, é em torno de R$ 0,70, enquanto o governo distrital leva R$ 1,40”, ressalta.

O preço da gasolina da Petrobras nas refinarias é ajustado de acordo com indicadores do mercado, tendo como parâmetros, principalmente, o dólar e o preço do petróleo no mercado internacional.