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Distrito Federal

Dono de cão esfaqueado por vizinho após latidos: "Pode ter sequelas"

Após se soltar da corrente que o prendia e brigar com outro cachorro na rua, Thor foi golpeado na cabeça. Vizinho usou facão. Polícia apura

19/06/2020 14:27, atualizado 19/06/2020 14:49
Imagem cedida ao Metrópoles
Dono de cão esfaqueado por vizinho após latidos: “Pode ter sequelas”

Durante esta semana, um caso de violência animal chocou o Distrito Federal. Um homem golpeou a cabeça de um cachorro com uma faca. O caso ocorreu no Pôr do Sol. O animal precisou passar por cirurgia para se recuperar do ferimento.

Na noite de terça-feira (16/06), o cão se soltou da corrente que o prendia e brigou com outro cachorro na rua, o vizinho se irritou com o os latidos e saiu de casa com um facão, desferindo um golpe na cabeça do animal.

“Ele começou a brigar com um cachorro de rua e bateu no portão do vizinho. Pedi para o meu filho de 6 anos voltar em casa e pegar um cabo de vassoura para eu tentar apartar a briga. Foi quando o homem saiu com um facão, começou a me xingar de safado e vagabundo, e deu uma pancada no meu cão”, contou Evandro da Silva, tutor do cachorro ferido, ao Metrópoles.

“A briga com o outro cachorro continuou e o vizinho abriu a cabeça do Thor com a faca”, lamentou.
Corte profundo

Thor segue internado numa clínica veterinária em Ceilândia Sul. “Ele está caminhando bem, mas quando para, fica tremendo. Estão avaliando se ele vai ficar com alguma sequela neurológica, pois foi bem profundo o corte”, disse Evandro.

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Thor ficou ferido na cabeça e está internado
Pano sujo de sangue, no qual Thor foi enrolado e levado para a clínica
Despesas com a clínica veterinária
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Reprodução
Thor ficou ferido na cabeça e está internado
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Thor ficou ferido na cabeça e está internado

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Pano sujo de sangue, no qual Thor foi enrolado e levado para a clínica
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Pano sujo de sangue, no qual Thor foi enrolado e levado para a clínica

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Despesas com a clínica veterinária
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Despesas com a clínica veterinária

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A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e Evandro prestou queixa na 23ª Delegacia de Polícia (PSul).

“Estou querendo seguir a vida tranquilo, nossa família ainda não conseguiu retomar a rotina normal. Está sendo bem tenso e intenso esses últimos três dias”, destacou Evandro da Silva.

Como o cachorro permanece internado, o tutor segue pagando diárias da clínica veterinária e ainda não sabe o valor total a ser investido na recuperação de Thor. Até agora, incluindo exames e cirurgia já feita, os gastos somam mais de R$ 1 mil. Conhecidos têm ajudado.

“Estamos recebendo bastantes doações. Caso sobre algum dinheiro, quero construir um canil para ele poder ficar solto”, planeja.

Quem quiser ajudar a custear as despesas da recuperação de Thor, basta entrar em contato com Evandro pelo telefone (61) 98288-4630.

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Penas e denúncias

Segundo o art. 32 da Lei de Crimes Ambientais, praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos ocasiona detenção de 3 meses a 1 ano em regime fechado. Também rende multa equivalente a 40 salários mínimos ao responsável.

A pena é aumentada de um sexto a um terço, caso o animal morra.

A Polícia Civil do Distrito Federal disponibiliza três meios para recebimento de denúncias: o telefone 197, o e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br e o WhatsApp (61) 98626-1197.

Já o Batalhão Ambiental da Polícia Militar atende 24 horas por dia, pelo telefone 3190-5190 e pelo WhatsApp – (61) 99351-5736.