Distribuidoras de gás do DF são notificadas em fiscalização de preço. Veja vídeo
Operação da Polícia Federal com o Procon-DF buscou verificar aumento de preços e formação de cartel na venda de gás de cozinha
atualizado
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O Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) notificou, nesta quinta-feira (9/4), três distribuidoras de gás de cozinha do DF para que prestem esclarecimento sobre os preços praticados no mercado.
A operação tem o objetivo de fiscalizar o mercado de combustíveis contra o aumento abusivo dos preços de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, a fixação de preços entre empresas, ou seja cartel, e outras eventuais práticas abusivas que possam acarretar prejuízos para o consumidor.
De acordo com o diretor-geral do Procon-DF, Johnathan Faraj, as autoridades estão solicitando informações para as distribuidoras. As empresas notificadas deverão apresentar notas fiscais das compras realizadas.
“Estamos vendo como o preço tem se comportando, como estava antes da Guerra (no Oriente Médio), porque sabemos que isso influencia e ver como está hoje. Queremos ver se está tudo condizente com o que está acontecendo para ver se não teve nenhum aumento injustificável. Se tiver alguma irregularidade, estamos aqui para proteger o consumidor e tomar as medidas cabíveis”, explicou.
A ação desta quinta-feira (9/4) corre em 15 estados e no Distrito Federal. A fiscalização foi feita pela Polícia Federal (PF) junto com o Procon, e com a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon) durante a segunda fase da “Operação Vem Diesel”.
“Operação Vem Diesel”
Esta é a segunda fase da “Operação Vem Diesel”, que atua contra preços altos do gás de cozinha. Na primeira, a PF e órgãos de defesa do consumidor fiscalizaram postos de combustíveis para apurar possíveis irregularidades nos preços da gasolina e do diesel nas bombas de combustível em 11 estados e no DF.
As fiscalizações desta primeira fase alcançam 55 distribuidores e de revendedores de GLP em 24 cidades do DF e dos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
“As ações visam identificar práticas irregulares no aumento no preço do gás, na fixação de preços entre empresas concorrentes para controle de mercado e outras eventuais práticas abusivas que possam acarretar prejuízos para o consumidor”, diz a PF, em nota.
A ação acontece após consumidores denunciarem uma alta “injustificada” nos preços abusivos do gás, o que acendeu alerta nas autoridades para uma possível revenda ilegal.
Além da PF, atuam na operação a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Os donos de distribuidoras e revendedores irregulares podem ser investigados por crimes contra a “ordem tributária, econômica, bem como contra a economia popular e as relações de consumo”.








