DF vive triste rotina da violência contra idosos: 209 casos este ano

Quase cinco mil pessoas foram atendidas pela Central Judicial do Idoso em 2018: maus exemplos de abuso psicológico, financeiro e físico

Felipe Menezes/MetrópolesFelipe Menezes/Metrópoles

atualizado 25/10/2018 18:04

De janeiro a setembro deste ano, 4.943 pessoas foram atendidas pela Central Judicial do Idoso nos serviços de acolhimento, mediação, psicossocial e em palestras realizadas pelos profissionais do setor.

Chegaram à Central 748 novos casos, dos quais 209 tiveram algum tipo de violência contra pessoas idosas. A violência mais constante é a psicológica, com 78 casos, ou 37%. A violência financeira veio em segundo, com 50 casos, 24% do total. A violência física está em 36 ocorrências (17,2%), a negligência em 30 (14,3%), o abandono em 14 (7%) e a autonegligência em um caso.

O idoso que chega à Central Judicial é recebido pelo Núcleo de Acolhimento. Um profissional com formação jurídica ou psicossocial, dependendo da demanda, realiza escuta individualizada para avaliar o caso. O Núcleo Psicossocial é composto por assistentes sociais e psicólogos que atuam na realização de estudos psicossociais nas situações em que idosos sejam vítimas de violência.

No Núcleo de Mediação do Idoso, o papel do mediador é facilitar o diálogo entre as pessoas envolvidas. Normalmente, são os filhos dos idosos que precisam definir sobre de que forma serão oferecidos os cuidados para o idoso. O objetivo é encontrar uma solução que atenda ao bem-estar dele e às necessidades de todos os envolvidos no processo de mediação pré-processual.

Projeto
A Central Judicial do Idoso é um projeto pioneiro do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Defensoria Pública do Distrito Federal, que conta com a cooperação técnica da Polícia Civil.

Atua no acolhimento aos idosos que têm seus direitos ameaçados ou violados e que necessitam de orientação na esfera da Justiça. Seus objetivos principais são: garantir a efetiva aplicação do Estatuto do Idoso, prover a comunidade do DF de informações, promover articulação com instituições para atendimento de demandas e assessorar autoridades competentes.

Localizada no 4º andar do bloco B do Fórum de Brasília, a Central atende aos idosos ou seus representantes das 12h às 18h. O telefone de contato é o 3103-7609.

Serviço:

Em caso de maus tratos contra idosos, o cidadão tem vários telefones e órgãos à disposição para fazer denúncia.

Disque idoso 156 – opção 8

Disque 100 da Ouvidoria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Disque 197 da Polícia Civil do DF

Disque 162 da Ouvidoria-Geral do Governo de Brasília

Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa(CDI) – Estação da Cidadania (Estação do metrô da 112 Sul). Presta orientação para pessoas idosas e realiza a fiscalização de entidades e associações de atendimento.

Coordenação de Pessoas Idosas (COPI) – A COPI tem o papel de coordenar o planejamento, elaboração, implementação, execução, monitoramento e avaliação de Políticas Públicas para Pessoa Idosa.

Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) – Os CRAS têm um serviço de caráter continuado, para fortalecer a função protetiva das famílias e a garantia dos direitos.

Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) – Tem como foco o desenvolvimento de atividades que contribuam no processo de envelhecimento saudável.

Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) – Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi), que compreende ações para famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social, por violação de direitos.

 

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