DF: vaivém no lockdown leva incerteza ao comércio; lojas estão abertas

Comércio amanheceu funcionando no DF, apesar de decisão judicial que restabeleceu as restrições. Antes das 11h, Justiça derrubou lockdown

atualizado

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Lockdown no comércio do DF
1 de 1 Lockdown no comércio do DF - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Na manhã desta sexta-feira (9/4), um dia após a decisão judicial que determinou a volta do lockdown no Distrito Federal, comerciantes e empresários viveram clima de incerteza. Muitas lojas amanheceram abertas, embora as medidas restritivas que impedem o funcionamento de serviços não essenciais, como bares, restaurantes, shoppings, academias, clubes e comércios, ainda estivessem vigentes no início da manhã.

O lockdown, no entanto, durou apenas até a metade da manhã. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, derrubou a decisão que determinava a volta das medidas mais restritivas no Distrito Federal. Com o entendimento expedido nesta sexta-feira (9/4), o GDF volta a ter autonomia para definir o que abre e o que fecha na capital do país.

Veja imagens do comércio desta sexta-feira:

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Rodrigo Rezende, proprietário da loja de flores na 306 Sul
Comércio da 306 sul
As academias também foram incluídas
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As academias também foram incluídas

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Rodrigo Rezende, proprietário da loja de flores na 306 Sul

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Antes da nova decisão judicial, comerciantes e empresários estavam inseguros. “Não sabemos se devemos abrir ou fechar”, disse Célio Machado, funcionário de uma loja de decoração da 406 Norte. Para ele, o lockdown prejudica o setor. “Fechar o comércio não está dando resultado. Os casos aumentaram, e os hospitais continuam lotados. Nós estamos tomando cuidado, mas o aluguel é caro e fechar toda hora está sendo muito complicado para a gente”, reclamou.

A academia Smartfit, na 406 Norte, e a Acuas Fitness, na 106 Norte, funcionam normalmente. Às 8h, os dois espaços haviam recebido cerca de 30 pessoas.

O Clube Social Unidade de Vizinhança da Asa Norte também está aberto nesta manhã. “Não recebemos nenhuma notificação para fecharmos hoje”, afirmou Luiz Alberto, diretor-secretário do clube. Sem atividades coletivas desde 2020, o diretor relata dificuldades financeiras devido à pandemia.

“Os clientes estão começando a voltar agora. Muito complicado se tudo voltar a fechar”, disse Lorena Temótio, funcionária de uma loja de tecidos na 306 Sul. Ela informou ao Metrópoles que a loja permanecerá aberta hoje, das 10h às 18h, normalmente. “Se fechar, eu não imagino o que vai ser da gente”, desabafou.

Rodrigo Rezende, dono da Magia das Flores, na 306 Sul, informou que espera o possível lockdown nesta sexta. “Mas, se tivermos de fechar novamente, será uma palhaçada com a gente”, queixou-se. A loja dele abrirá às 11h.

A Feira dos Importados ficou com as portas fechadas durante uma hora nesta sexta, aguardando o recurso do GDF. Clientes e comerciantes foram impedidos de entrar no local. Somente às 10h15 a feira abriu.

“Hoje, tivemos a incerteza de abrir ou não, mas, com a ansiedade, optamos por abrir. Quando houver notificação cumpriremos a decisão judicial”, explicou Damião Soares, presidente da Feira dos Importados. A expectativa é que o local funcione até às 17h.

Lockdown

O lockdown tinha sido retomado devido a uma determinação do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Souza Prudente. O magistrado havia derrubado a decisão que suspendia o retorno do lockdown no Distrito Federal. Desta forma, até o início da manhã, valia a determinação para que atividades consideradas não essenciais voltassem a fechar na capital do país.

Em decisão proferida na quinta-feira (8/4), o magistrado entendeu que a base para as medidas restritivas de mobilidade urbana não sofreu qualquer redução, mas, sim, agravamento, “a demonstrar que houve e há uma escalada no risco de iminente colapso do serviço de saúde público e privado no DF, não se justificando, dessa maneira, o relaxamento de tais medidas, enquanto não reduzidos os índices de contaminação e de capacidade de atendimento e tratamento às enfermidades decorrentes do contágio do coronavírus”.

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