DF tem frota de ônibus reduzida após ataque a 57 veículos da Urbi. Veja vídeo
Segundo a empresa, dos 57 ônibus operantes, 47 deles foram recuperados e 10 tiveram que permanecer na garagem nesta sexta-feira (16/1)
atualizado
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A Urbi Mobilidade Urbana confirmou que a frota operante nesta sexta-feira (16/1) está reduzida em virtude dos ataques simultâneos realizados na noite da última quinta-feira (15/1). Ao todo, dos 57 ônibus disponíveis, 47 deles foram recuperados e 10 tiveram de ficar na garagem da empresa. Sete pessoas tiveram ferimentos leves durante os ataques. Três são passageiros que estavam nos ônibus.
Assista:
“Após esforços intensivos das equipes, a operação nesta manhã segue em funcionamento, com o mínimo de impacto possível aos passageiros. A Urbi reafirma seu compromisso com a segurança dos passageiros, de seus integrantes e da comunidade, bem como com a continuidade do transporte público com responsabilidade e respeito à vida”, explicou a empresa em nota.
No vídeo, é possível observar a ação aparentemente articulada. Os ataques ocorreram em todo o DF, na noite dessa quinta-feira (15/1).
Entenda os ataques
- Ao menos 57 ônibus da empresa Urbi Mobilidade Urbana foram atacados na noite dessa quinta-feira (15/1);
- O ataque orquestrado aconteceu em diferentes regiões do Distrito Federal, como Taguatinga, Recantos das Emas, Ceilândia e Samambaia;
- Os rodoviários relataram que os veículos sofreram ataques com pedras, bolinhas de gude e outros objetos;
- Informações preliminares indicam que o ataque articulado pode ter sido represália por causa da demissão de alguns rodoviários da empresa Urbi Mobilidade Urbana nesta semana.
- A empresa diz que não houve demissão em massa e apenas três funcionários foram desligados;
- Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil do DF investiga o caso.
Segundo a Urbi, além dos veículos danificados, sete pessoas ficaram feridas com os ataques. Os rodoviários foram às unidades policiais das regiões fazer boletim de ocorrência depois que os veículos foram atacados.
Demissões e represália
Segundo o presidente do Sindicato de Rodoviários do Distrito Federal, João Dão, não se sustenta a suspeita de que os ataques estejam relacionados às recentes demissões promovidas pela empresa Urbi.
“Para nós, foram duas ou três demissões. A empresa fez uma redução no quadro de cargos de confiança, que não envolvem motoristas, cobradores ou trabalhadores da manutenção”, explicou.
Apesar da declaração do presidente, informações preliminares indicam que o ataque articulado pode ter sido uma represália por conta da demissão de alguns rodoviários da empresa Urbi Mobilidade Urbana nesta semana.
Uma dessas pessoas seria ligada a um ex-diretor do Sindicato dos Rodoviários e que atualmente atua como oposição da entidade.
Em nota, a Urbi esclareceu que a informação sobre a demissão não procede também. “Na última sexta-feira (09/01), foram registradas 3 demissões, dentro dos processos regulares de gestão”, explicou.

















