DF tem 1° semestre com mais mortes e menos nascimentos na história

Os dados são do Portal da Transparência do Registro Civil, abastecido em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos

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Coveiros do Cemitério do Caju, no Rio
1 de 1 Coveiros do Cemitério do Caju, no Rio - Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o Distrito Federal atingiu, no primeiro semestre de 2021, a marca de mais mortes e menos nascimentos na história durante os primeiros seis meses do ano.

Em números absolutos, foram registrados 11.926 óbitos até o fim de junho. O número, o maior da história em um primeiro semestre, é 79,4% maior do que a média histórica de mortes no Distrito Federal, e 53,2% maior do que em 2020. Em relação a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o aumento no número de mortes foi de 63,3%.

Os dados são do Portal da Transparência do Registro Civil, abastecido em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos cartórios de registro civil do país, administrados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen).

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O projeto tem como público-alvo crianças e adolescentes que ficarão órfãos devido à Covid-19
 Até o final de junho foram registrados 20.967 nascimentos
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O projeto tem como público-alvo crianças e adolescentes que ficarão órfãos devido à Covid-19
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O projeto tem como público-alvo crianças e adolescentes que ficarão órfãos devido à Covid-19

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 Até o final de junho foram registrados 20.967 nascimentos
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Até o final de junho foram registrados 20.967 nascimentos

@bemvindavidaa/Divulgação

Com relação aos nascimentos, a capital do país registrou o menor número de nascidos vivos em um primeiro semestre. Até o fim de junho, houve 20.967 nascimentos, quantidade 23,3% menor do que a média de nascidos desde 2003, e 19,2% menor do que no ano passado. Com relaçãoaà 2019, o número de nascimentos caiu 27,4%.

Média

O resultado da equação entre o maior número de óbitos da histórica em um primeiro semestre versus o menor número de nascimentos da série histórica no mesmo período é o menor crescimento vegetativo da população em um semestre no Distrito Federal, aproximando-se como nunca ao número de nascimentos do total de óbitos.

A diferença entre nascimentos e mortes, que sempre esteve na média de 20.673 mil recém-nascidos a mais, caiu para 9.041 mil, em 2021, uma redução de 56,3% na variação em relação à média histórica. Em relação a 2020, a queda foi de 50,3%, e em relação a 2019, de 58,1%.

“O Portal da Transparência vem sendo usado por toda a sociedade para ter um retrato fiel do que tem acontecido no país neste momento de pandemia”, explica Gustavo Renato Fiscarelli, presidente da Arpen-Brasil.

“Os números mostram claramente os impactos da doença em nossa sociedade e possibilitam que os gestores públicos possam planejar as diversas políticas sociais com base nos dados compilados pelos cartórios”, completa.

Natalidade e casamentos

Embora não seja a regra, a série histórica do Registro Civil demonstra que o aumento no número de casamentos está diretamente ligado ao aumento da taxa de natalidade no Distrito Federal, o que deve fazer com que os nascimentos ainda demorem um pouco a serem retomados.

No primeiro semestre de 2021, o Distrito Federal registrou o quinto menor número de casamentos desde o início da série histórica.

Embora 24,7% menor do que a média histórica de casamentos no primeiro semestre no Distrito Federal, o número de matrimônios em 2021 mostra uma pequena recuperação em relação às celebrações do ano passado, fortemente impactadas pela chegada da pandemia, que adiou cerimônias civis em virtude dos protocolos de higiene necessários à contenção da doença.

Até junho deste ano, os cartórios celebraram 9.348 casamentos civis, número 43,8% maior do que os 6.499 matrimônios realizados no ano passado, mas ainda 1,1% menor do que os 9.246 casamentos celebrados em 2019.

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