DF: mais partes do corpo de vigilante são encontradas em beco
A cabeça da vítima ainda não foi achada pela polícia, que busca o responsável pelo crime, marcado pela crueldade

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou ter encontrado parte de um corpo humano em um saco plástico de lixo na QR 325, em Samambaia Sul, na madrugada de quarta-feira (13/11/2019): uma coxa. Estava em um beco no Conjunto 2 da Quadra, e a 32ª DP confirmou que pertence a Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, 32 anos. O vigilante estava desaparecido desde a manhã de sábado (09/11/2019) e foi morto e esquartejado.
Outras partes de Marcos Aurélio foram localizadas desde o início da semana. O tronco do segurança estava em um saco de lixo localizado na manhã de terça-feira (12/11/2019), em um bueiro na QR 327. Na segunda (11/11/2019), foram achados os braços e as pernas (abaixo do joelho). A cabeça ainda não foi encontrada. As roupas da vítima foram apreendidas para exame pericial.
Na terça-feira, ao Metrópoles, a irmã de Marcos disse que o corpo estava a cinco quadras do local onde ele morava. A família informou que o segurança desapareceu quando voltava do trabalho, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), e seguia rumo à Rodoviária do Plano Piloto. No terminal, pegaria um ônibus de volta para casa.
O homem deixa um filho e uma noiva. “Ele mandou mensagem para a mãe pela última vez às 8h30 de sábado [09/11/2019], informando que estava indo do SIG para a Rodoviária do Plano Piloto. Depois disso, não apareceu em casa nem manteve nenhum tipo de contato”, destacou a irmã.
De acordo com a noiva, os pés e as mãos eram parecidos com os do segurança. “Além disso, tem uma cicatriz no antebraço direito idêntica a dele”, lamentou. Segundo ela, Marcos não tinha inimigos nem qualquer tipo de desavenças.
Perícia
O cadáver, segundo apurou o Metrópoles, foi deixado no bueiro de cerca de 3 metros de profundidade há poucos dias. Após a coleta de digitais e exame de DNA, o Instituto de Medicina Legal (IML) confirmou a identidade da vítima.
Rosemberg Silva, 51 anos, mora em uma chácara perto do terminal. Para ele, a região é segura. “Vivo há dois anos e meio aqui. Todo dia faço o trajeto do terminal até a minha casa e nunca foi perigoso. Meu filho também anda por essa região às 23h e nunca aconteceu nada com ele. É o primeiro caso que vejo de violência, mas acho que nem aconteceu aqui, devem ter cometido o crime em outra região e só desovado o corpo aqui”, destacou.
O comerciante Abimael Victor, 41, diz que a região merece atenção das autoridades da área de segurança. “É muito isolado e com pouca iluminação. Fiquei muito surpreso com essa história do corpo, porque nunca tinha visto nada com essa crueldade toda”, assinalou.

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