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Distrito Federal

DF: centros de ajuda a moradores de rua recebem agasalhos. Veja onde

É possível entregar cobertores e agasalhos em dois centros Pop, nas 12 unidades do Creas e nos demais pontos da Sedes

20/05/2022 11:02, atualizado 20/05/2022 12:22
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Matheus Veloso/Metrópoles
Morador de rua se protegem do frio que chegou em brasília

Com o frio intenso que a capital federal enfrenta, é necessário intensificar a ajuda às pessoas em situação de vulnerabilidade social e situação de rua. Além das campanhas de doação de agasalho já organizadas por instituições não governamentais e governamentais, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) disponibiliza, a partir desta sexta-feira (20/5), pontos de entrega de cobertores e agasalhos.

Campanhas arrecadam agasalhos no Distrito Federal. Veja como doar

É possível doar nos dois centros Pop e nas 12 unidades do Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Pontos de atendimento ao público da pasta também estão recebendo os agasalhos. Confira os endereços abaixo.

“São unidades com atuação direta junto à população em situação de rua. O contato contínuo durante o atendimento vai ser fundamental para que as peças cheguem o mais rapidamente a quem mais precisa”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha.

Confira os endereços das unidades socioassistenciais:

Centros Pop (funcionam diariamente das 7h às 19h)
– Taguatinga: QNF 24 A/E nº 2. Módulo A
– Brasília: SGAS 903, Conjunto C

Creas (funcionam de segunda a sexta-feira das 8h às 18h)
– Brasília: SGAS 614/615, Lote 104 (L2 Sul)
– Brazlândia: A/E nº 1, lotes K/L
– Ceilândia: QNM 16, AE, Módulo A
– Diversidade: SGAS 614/615, Lote 104 (L2 Sul)
– Estrutural: AE 9 – Setor Central
– Gama: AE 11/13 – Setor Central
– Núcleo Bandeirante: Avenida Central, AE, Lote E
– Planaltina: AE H, Lote 6 – Setor Central
– Samambaia: QN 419, AE 1
– São Sebastião: Quadra 101, AE s/nº, Administração Regional
– Sobradinho: Quadra 6, AE nº 3
– Taguatinga: AE nº 9 – Setor D Sul.

Outra opção para quem quer ajudar fazer a doação de cobertores e agasalhos diretamente para as instituições cadastradas no Conselho de Assistência Social (CAS-DF).

DF: centros de ajuda a moradores de rua recebem agasalhos. Veja onde - destaque galeria
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Fábio Rodrigues, 44, aguentou a noite "na marra"
Objetos disponíveis banho de pessoas em situação de rua
Homem recebe chocolate quente de voluntária
Pessoas em situação de rua fazem fila para receber agasalhos
Em acampamentos no Plano Piloto, moradores de rua recorrem a fogueiras para espantar o frio
Marivaldo, que mora na rua desde 1996, diz que esse foi o maior frio que sentiu "em muitos anos"
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Marivaldo, que mora na rua desde 1996, diz que esse foi o maior frio que sentiu "em muitos anos"

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Fábio Rodrigues, 44, aguentou a noite "na marra"
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Fábio Rodrigues, 44, aguentou a noite "na marra"

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Objetos disponíveis banho de pessoas em situação de rua
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Objetos disponíveis banho de pessoas em situação de rua

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Homem recebe chocolate quente de voluntária
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Homem recebe chocolate quente de voluntária

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Pessoas em situação de rua fazem fila para receber agasalhos
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Pessoas em situação de rua fazem fila para receber agasalhos

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Em acampamentos no Plano Piloto, moradores de rua recorrem a fogueiras para espantar o frio
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Em acampamentos no Plano Piloto, moradores de rua recorrem a fogueiras para espantar o frio

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Morador de rua
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Morador de rua

Dia de frio e sofrimento a pessoas em situação de rua

Nessa quinta-feira (19/5), a capital registrou o dia mais frio de sua história, quando termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) marcaram 1,4ºC na estação meteorológica do Gama. A queda na temperatura esta semana, ocasionada por uma onda de ar polar, colocou em alerta a população do Distrito Federal por risco potencial à saúde. Vulnerável, a população em situação de rua é a mais afetada.

Dia mais frio da história castiga sem-tetos no DF: “Mãos congeladas”

“A hora que vi que tava frio de verdade foi quando acordei, fui puxar o carrinho, mas não conseguia, a mão tava congelada”, contou Jonas Pereira, 23 anos. Questionado sobre a melhor maneira de encarar o frio, o jovem explica que a única forma é “se virar do jeito que dá”. Para a madrugada desta sexta-feira, por exemplo, ele planejava montar um barraco de papelão para cortar o vento.

Há cinco anos nas ruas, Jonas agradece a companhia do seu melhor amigo, o cachorro Bob. Os dois aquecem um ao outro nas noites mais frias. “Ele sente frio, a gente dorme no mesmo canto, ele fica no meu pé”, explicou o morador de rua.

O risco à vida dessa população mobilizou o trabalho de voluntários, que, com os termômetros batendo recordes de baixas de temperaturas, reforçaram campanhas para doações de agasalhos, cobertas e outros vestuários para o frio. Jonas era um dos que estavam no Setor Comercial Sul (SCS) na noite dessa quinta-feira, em busca dessa ajuda.

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