Devido à pandemia, interrogatório de presos do DF ocorrerá nos presídios

Medida adotada pela Secretaria de Administração Penitenciária proíbe escolta de detentos para oitivas a fim de minimizar a Covid-19

atualizado 26/01/2021 9:32

Complexo Penitenciário da PapudaRafaela Felicciano/Metrópoles

Sob a justificativa de evitar contaminação dos agentes pelo novo coronavírus, a Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape-DF) anunciou que as oitivas de detentos devem ser realizas em suas unidades. Dessa forma, o órgão proibiu, enquanto durar o estado de calamidade pública, a escolta de detentos da capital federal para interrogatório.

Publicada no Diário Oficial do DF dessa segunda-feira (25/1), a portaria orienta as autoridades policiais a agendar os interrogatórios. Além disso, havendo possibilidade técnica e física, as unidades penitenciárias devem dar preferência por oitivas por meio de videoconferência.

Casos excepcionais, no entanto, serão analisados pela coordenação do sistema prisional. Por fim, a secretaria ressalta que, durante a tomada de depoimento dos detentos, a corporação que realizá-lo deve adotar todos os protocolos sanitários, como uso de equipamentos de proteção individual e distanciamento adequado.

Covid nas celas

Segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF), 1.981 testes feitos em detentos confirmaram resultado positivo para a Covid-19. Entre os presos, quatro morreram em decorrência de complicações causadas pela doença.

Até o fim de julho de 2020, a SES-DF havia aplicado mais de 10 mil testes em internos e policiais penais. De acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o DF é a unidade da Federação que mais faz exames desse tipo na comunidade carcerária. Até então, apenas a capital do país era responsável por 23,82% de todos os testes realizados no sistema penitenciário brasileiro.

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