Desembargador provoca comandante do Exército após prisão de Bolsonaro

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Sebastião Coelho diz que o comandante do Exército permanece “calado e de cabeça baixa”

atualizado

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Pedro França/Agência Senado
O comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva.
1 de 1 O comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva. - Foto: Pedro França/Agência Senado

O desembargador aposentado Sebastião Coelho usou seu perfil nas redes sociais, nesta segunda-feira (24/11), para provocar o comandante do Exército Brasileiro, Tomás Miguel Miné Paiva (foto em destaque). Na publicação, o ex-magistrado diz que o militar permanece “calado, de cabeça baixa” diante da prisão do ex-presidente Bolsonaro (PL) na Polícia Federal.

“Até quando vamos acatar, ficar quietos vendo um capitão do Exército preso na Policia Federal, quando deveria estar preso em uma unidade do Exército brasileiro. E o comandante do Exército calado, de cabeça baixa”, disse Coelho, aliado de Jair Bolsonaro.

Esse é a segunda publicação de Sebastião criticando Tomás Miguel em menos de dois dias. No sábado (22/11), horas após a prisão de Bolsonaro, Coelho se dirigiu diretamente ao oficial e perguntou se ele permanecerá inerte. “Quero saber se o senhor fará uma manifestação pública ou permanecerá em seu silêncio cúmplice com Alexandre de Moraes”, provocou.

Veja:


Em sua página do Instagram, o ex-magistrado convocou, ainda, seguidores para paralisação geral. No vídeo, ele diz que esse é “o caminho que restou. ”

“Nós já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance até aqui, sem qualquer resultado. E qual é o objetivo? A anistia. Anistia ampla, geral e irrestrita para todos do 8 de janeiro e para o presidente Bolsonaro, que representa a todos. Qual é o destinatário dessa paralisação? o Congresso Nacional, que está de costas para o povo brasileiro”, declarou.

Segundo Coelho, todos os serviços devem aderir à greve, exceto bombeiros, hospitais e ambulâncias: “Os demais, tudo pode parar. Você vai me perguntar: ‘será uma paralisação total, nacional?’ De início, dificilmente. A paralisação deve ser por setores. Quem é líder de um setor, chama a paralisação no seu setor. A partir disso, outros vêm para agregar, para somar”.

“Reação a altura”

No sábado (22/11), horas após a prisão de Bolsonaro, o desembargador aposentado também usou as redes para clamar a apoiadores do ex-presidente uma “reação a altura”.

O magistrado também classificou a ordem da prisão como “intolerância religiosa e abuso de poder”.

“Então brasileiros, chegou a hora. Não temos mais o que esperar. Esse é o momento da nossa reação. Vamos conversar, nos articular e vamos para uma reação pacífica, mas forte na altura desse arbítrio que está sendo cometido”, convocou o magistrado aposentado.

A prisão

Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal (PF), em Brasília (DF), por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O pedido de prisão foi feito a Moraes pela PF. A corporação alegou risco de fuga do ex-presidente durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para frente do condomínio do pai.

Na decisão em que autorizou a prisão, Moraes também cita que Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica que usa por volta das 0h deste sábado, de acordo com monitoramento.

“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta SUPREMA CORTE a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, argumentou Moraes.

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