Desembargador: Moraes deveria ter mandado Bolsonaro a prisão militar

Aliado de Bolsonaro, o ex-desembargador criticou também o comandante do Exército Brasileiro, Tomás Paiva

atualizado

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Advogado de Filpe Martins
1 de 1 Advogado de Filpe Martins - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O desembargador aposentado Sebastião Coelho (foto em destaque) usou seu perfil nas redes sociais para criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por não ter mandado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a uma prisão militar para cumprir a pena de 24 anos.

“Até quando vamos acatar, ficar quietos, vendo um capitão do Exército preso na Polícia Federal, quando deveria estar preso em uma unidade do Exército brasileiro. E o comandante do Exército calado, de cabeça baixa”, disse Coelho.

Aliado de Bolsonaro, o ex-desembargador criticou também o comandante do Exército Brasileiro, Tomás Paiva: “Quero saber se o senhor fará uma manifestação pública ou permanecerá em seu silêncio cúmplice com Alexandre de Moraes”, provocou.

Em sua página do Instagram, o ex-magistrado convocou, ainda, seguidores para paralisação geral. No vídeo, ele diz que esse é “o caminho que restou”.

“Nós já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance até aqui, sem qualquer resultado. E qual é o objetivo? A anistia. Anistia ampla, geral e irrestrita para todos do 8 de janeiro e para o presidente Bolsonaro, que representa a todos. Qual é o destinatário dessa paralisação? o Congresso Nacional, que está de costas para o povo brasileiro”, declarou.

“Reação à altura”

No sábado (22/11), horas após a prisão de Bolsonaro, o desembargador aposentado também usou as redes para clamar a apoiadores do ex-presidente uma “reação à altura”.

O magistrado também classificou a ordem da prisão como “intolerância religiosa e abuso de poder”.

“Então brasileiros, chegou a hora. Não temos mais o que esperar. Esse é o momento da nossa reação. Vamos conversar, nos articular e vamos para uma reação pacífica, mas forte na altura desse arbítrio que está sendo cometido”, convocou o magistrado aposentado.

A prisão

Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal (PF), em Brasília (DF), por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O pedido de prisão foi feito a Moraes pela PF. A corporação alegou risco de fuga do ex-presidente durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para frente do condomínio do pai.

Na decisão em que autorizou a prisão, Moraes também cita que Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica que usa por volta das 0h deste sábado, de acordo com monitoramento.

“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta SUPREMA CORTE a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, argumentou Moraes.

Trânsito em julgado

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, nessa terça, o trânsito em julgado do processo (quando não há mais possibilidade de recurso) para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus do núcleo 1 da trama golpista, entre eles, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira também foram alvos de mandados de prisão nesta terça, e o Exército já preparou a cela para as prisões no Comando Militar do Planalto (CMP).

O almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha do Brasil, também foi preso em Brasília.

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