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Após decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicada no início da tarde deste domingo (8/7), deputados do PT do Distrito Federal elogiaram o ato e classificaram a prisão como uma “injustiça”. A militância do PT deve se reunir, ainda neste domingo (8), a partir das 16h, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Brasília, para comemorar a decisão.

A líder do partido, deputada federal Érika Kokay, foi uma das que comentou a decisão. “As injustiças não são eternas, elas se esgotam. A sentença dada pelo TRF-4 é absolutamente fundamentada. Não existem argumentos que justifiquem a prisão em segunda instância. Fica absolutamente claro que o candidato com a maior intenção de votos do Brasil está sendo proibido, na condição de preso político, de participar dos debates e discussões”.

Sobre a atitude do juiz Sérgio Moro, de contestar a soltura de Lula, Kokay foi enfática. “Ele está desacatando uma decisão judicial. Já rasgou sua toga várias vezes. Agora, desnuda o caráter dessa prisão, ao tentar resistir a decisão de um juiz que está em uma instância superior a dele”.

Chico Vigilante, deputado distrital, diz que uma injustiça foi reparada. “Não existe nenhuma prova contra o ex-presidente Lula. Começa a se fazer Justiça. A pena foi ele ter ficado preso durante tanto tempo. Erro de um juiz perseguidor”, definiu.

Já Ricardo Vale, também distrital pelo PT-DF, diz estar comemorando a decisão. “Na minha avaliação demorou, pois foi uma prisão arbitrária e sem fundamentação. Vitória importante e a gente volta a fazer Justiça nesse país. Agora é aguardar a soltura dele e as coisas se normalizarem. É um momento histórico para esse país”, avaliou.

Outro distrital a se manifestar foi Wasny de Roure, que disse não existir prova robusta para a prisão ter ocorrido. “Antes tarde do que nunca. Já é uma forma de desmistificar esse engodo que fizeram com ele e com a nação brasileira. Nunca me convenci desse processo”.

O pedido de habeas corpus foi acatado pelo desembargador Rogério Favreto e impetrado pelos deputados Wadih Damous, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira, do PT.

“Cumpra-se em regime de urgência nesta data mediante apresentação do Alvará de Soltura ou desta ordem a qualquer autoridade policial presente na sede da carceragem da Superintendência da Policia Federal em Curitiba, onde se encontra recluso o paciente”, destacou o magistrado.

Lula está preso desde o dia 7 de abril, após ter sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em duas instâncias, no caso do triplex em Guarujá (SP). Ele foi o primeiro ex-presidente do Brasil condenado por crime comum.