Denúncia de estupro coletivo é apurada com “prioridade”, diz PCDF

Em nota, corporação afirma que está mobilizada para elucidar o caso que teria ocorrido em Águas Claras

atualizado 22/02/2020 6:08

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou, nesta sexta-feira (21/02/2020), que a denúncia de estupro coletivo em Águas Claras registrada por uma jovem de 23 anos está sendo investigada “com máxima prioridade” pela corporação. O caso teria ocorrido na noite de quarta (19/02/2020) e é alvo de apuração conduzida pela 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul).

Em nota, a PCDF afirmou já ter instaurado inquérito policial para apurar a acusação. “As seções da unidade estão empenhadas na investigação, buscando elementos por todos os meios legais e possíveis”, assegurou a corporação.

De acordo com a ocorrência registrada, a vítima, moradora da cidade, passava na Rua 37 Sul quando foi atacada por quatro homens. A jovem teria sido arrastada para uma região de eucaliptos (foto em destaque) e abusada sexualmente.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, a mulher saiu da praça na Rua 37 Sul e seguia para casa, por volta das 22h, quando foi abordada pelos criminosos. Ninguém foi preso até agora. Ao Metrópoles, o delegado-chefe da 21ª DP, Luiz Alexandre Gratão, reafirmou que o caso é prioridade para a unidade policial.

A vítima contou ainda que, antes de ir de casa, a pé, para a praça de skate, saiu do Taguatinga Shopping, também caminhando, entre 19h e 20h. Ela acredita que tenha sido seguida pelos suspeitos após deixar o centro de compras. Entretanto, em outro depoimento, disse que “não percebeu a aproximação dos homens”. Da residência, resolveu encontrar uma amiga na praça da Rua 37 Sul. Teria sido abordada atrás dos eucaliptos.

Na primeira versão, disse que um dos quatro homens portava faca e outro, arma de fogo. Pontuou ainda que os suspeitos são brancos e que um usava barba e tinha cabelo preto. Os agressores teriam empurrado a denunciante para dentro da mata e a estuprado.

Conforme afirmou a vítima, após ela gritar, os homens correram em direção ao lado norte de Águas Claras. Em diligência no local, os policiais encontraram uma camiseta e encaminharam a peça para perícia. As vestes da jovem de 23 anos também foram levadas para análise.

“Já estamos analisando as imagens de câmeras de segurança instaladas na região para identificar os suspeitos”, frisou o investigador. A moça foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e passou por exames no Instituto Médico Legal (IML).

No ano passado, a área de segurança registrou 666 casos de estupro no DF, 390 contra vulneráveis (59,5%). O número é menor do que o de 2018, quando foram investigados 725 abusos. Desses, 440 envolveram crianças e adolescentes.

Em toda capital federal, houve 45 estupros neste ano, segundo o último balanço da Secretaria de Segurança Pública. No mesmo período de 2019, foram 55 registros dessa natureza.

Escuridão

O local onde teria ocorrido o estupro coletivo é mal iluminado. Os moradores e trabalhadores que passam por ali reclamam da falta de segurança, principalmente por causa da escuridão.

Em nota, a Companhia Energética de Brasília (CEB) afirmou que a área técnica de iluminação pública acionou equipes de manutenção para vistoriar e realizar reparos de possíveis pontos apagados no setor.

“Toda a Boulevard Sul possui iluminação pública, que foi projetada para atender as vias públicas locais e as calçadas, que ainda não haviam sido construídas na época da instalação dos postes, e a CEB está à inteira disposição dos demais órgãos para realizar um projeto específico para implantação de nova iluminação que atenda o interior dessa área arborizada, de forma a melhorar a segurança das pessoas que transitam na região”, destaca a nota da estatal.

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