Delegados da PCDF recusam proposta de aumento de 18,9%

Em assembleia realizada nesta quarta-feira (3/9), Sindepo-DF concordou em continuar negociando a paridade salarial com a Polícia Federal

atualizado

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Assembleia Sindepo
1 de 1 Assembleia Sindepo - Foto: Divulgação

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil no Distrito Federal (Sindepo-DF) rejeitou a proposta do governo federal de reajustar em 18,9% os salários dos delegados da Polícia Civil do DF (PCDF). A categoria busca paridade salarial com a Polícia Federal (PF), e a porcentagem sugerida pela União não alcança os valores.

Em assembleia realizada nesta quarta-feira (3/9), na sede do Sindepo-DF, os delegados rejeitaram a proposta e concordaram em seguir buscando novas reuniões junto ao governo federal, que é responsável por pagar os salários das forças de segurança da capital por meio do Fundo Constitucional do DF (FCDF).

Mais cedo, o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) também informou oficialmente a recusa da proposta. Mais de 1,3 mil policiais civis estiveram presentes em assembleia realizada no início da tarde.

Os policiais e delegados querem que autoridades do DF, como o governador Ibaneis Rocha (MDB), se reúna com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para convencê-lo da paridade salarial.

Os deputados federais Rafael Prudente (MDB) e Erika Kokay (PT-DF), o distrital Wellington Luiz (MDB), e a senadora Leila Barros (PDT-DF) acompanharam as duas assembleias. Kokay prometeu buscar contato junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para que uma nova reunião seja marcada até a próxima sexta-feira (5/9).

Diferença salarial entre PCDF e PF

A PCDF aponta ao governo federal a discrepância entre os valores das remunerações das corporações. O cargo de delegado/perito especial da Polícia Civil da primeira classe, por exemplo, recebe R$ 7 mil a menos que um da Polícia Federal, sendo a maior diferença entre os servidores da mesma ocupação.

No dia 22 de agosto, o governo federal ofereceu um reajuste de 18%, que seria pago em duas parcelas: uma em 2025 e outra em 2026. O percentual é considerado insuficiente por policiais civis.

Ibaneis encaminhou a Lula, nesta quarta-feira (3/9), um ofício no qual reitera o pedido enviado em fevereiro deste ano para concessão do reajuste salarial às forças de segurança do DF.

“Dessa forma, com o objetivo de dar andamento à questão, promovendo a justa e necessária recomposição salarial das forças de segurança pública da capital federal, reitero a vossa excelência o pedido para que seja encaminhada ao Congresso Nacional proposta legislativa nos prazos e percentuais originariamente solicitados pelo Governo do Distrito Federal, os quais podem ser suportados com recursos do Fundo Constitucional”, afirmou o governador.

O Governo do Distrito Federal (GDF) sugeriu ao Palácio do Planalto aumento salarial para policiais civis e militar que varia de acordo com o cargo e chega a 44% sobre a remuneração bruta. O reajuste garantiria a isonomia com a Polícia Federal, reivindicada pelos profissionais.

Ainda segundo o GDF, há disponibilidade orçamentária suficiente para pagar a recomposição, sem necessidade de aporte do governo federal. Como as forças de segurança são custeadas pelo Fundo Constitucional, de responsabilidade da União, quaisquer reajustes precisam do aval do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional.

 

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