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Em carta, Sinpol-DF pede apoio de Ibaneis para reajuste salarial

Policiais civis do DF reivindicam paridade com PF, mas governo federal ofereceu reajuste de 18%, percentual considerado insuficiente

atualizado

metropoles.com

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Renato Alves/Agência Brasília
Ibaneis Rocha
1 de 1 Ibaneis Rocha - Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) enviou, nesta terça-feira (3/9), uma carta aberta ao governador Ibaneis Rocha (MDB) solicitando apoio para reajuste salarial da Polícia Civil do DF (PCDF). O objetivo é retomar isonomia com a Polícia Federal, segundo a categoria.

Em fevereiro de 2025, Ibaneis enviou ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mensagem com o pedido para o envio da recomposição ao Congresso Nacional. O governador disse a Lula, à época, que o reajuste é “justo e necessário” e, em última análise, tem por objetivo “promover a segurança, a paz e a tranquilidade de nossa população, dos representantes e dos servidores dos Poderes estabelecidos em Brasília e da comunidade internacional aqui sediada”. Mas não houve resposta.

Após o governo federal apresentar contraproposta de reajuste considerada insuficiente pela categoria, o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) vai realizar uma assembleia para discutir o tema, às 14h desta segunda-feira (3/9).

“É neste momento crucial, excelentíssimo governador, que a sua liderança e habilidade de articulação política se tornam indispensáveis. Os policiais civis do Distrito Federal confiam na sua palavra e no seu comprometimento com a segurança pública”, afirmou o Sinpol-DF, na carta desta terça-feira.

Proposta

O governo federal propôs aos policiais civis do DF reajuste salarial de 18%, que seria dividido em duas parcelas. O percentual foi considerado insuficiente para a categoria, que alega haver orçamento suficiente para alcançar a isonomia com os policiais federais.

Segundo o Sinpol-DF, o valor é “significativamente inferior ao pleiteado e não recompõe as perdas históricas nem estabelece a paridade”. O sindicato afirmou que a sugestão “trouxe um sentimento de frustração e incerteza”.

A categoria argumentou que estudos elaborados pelo GDF já comprovaram a viabilidade orçamentária da proposta original, sem impacto negativo para o erário federal.

O presidente do Sinpol-DF, Enoque Venancio, não rechaçou a possibilidade de aceitar o reajuste de 18%. “Não é uma proposta que podemos recusar. Não se recusa reajuste salarial. Mas, diante do conhecimento sobre a viabilidade orçamentária do Fundo Constitucional, sabemos que a proposta oferecida pelo governo federal pode ser revista para acolher o plano inicial, que é o retorno da isonomia salarial”, enfatizou.

Em reunião realizada no dia 22 de agosto, 0 governo federal ofereceu, em vez da paridade, um reajuste de 18% em duas parcelas: uma paga em setembro de 2025, e a outra, em abril de 2026.

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