Defesa de mulher que matou noivo no motel diz que casal estava drogado

Advogado da mulher que matou noivo diz que o casal voltava de SP quando parou no Motel Park Way e consumir cocaína, ecstasy e maconha

atualizado 09/11/2022 16:55

Polícia saindo de motel onde homem foi morto no Park Way - Metrópoles Felipe Torres/Metrópoles

A defesa da mulher que matou o noivo com um tiro no olho direito, na madrugada desta quarta-feira (9/11), afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que ela e a vítima estavam sob efeito de drogas entorpecentes no momento dos disparos.

Segundo o advogado Johnny Cleik, o casal voltava de São Paulo quando decidiu parar no Motel Park Way, na saída Sul do Distrito Federal. “Consumiram droga desde segunda-feira. Cocaína, ecstasy, maconha”, relata. “Ela o noivo iriam se casar em janeiro [do próximo ano]. Vieram de São Paulo de carro”, completa.

Cleik diz que o casal teve um surto psicótico no motel. “Começaram uma discussão, ele a agrediu, deu alguns tapas nela. Teve algumas fotos íntimas que a gente não vai divulgar, mas ela apontou a arma para ele e ele foi para cima. E falou: ‘Pode me matar, não estou nem aí, não quero saber da minha vida também’. Ela respondeu que não faria isso e ele foi lá e deu outro tapa nela. Quando ele deu esse segunda tapa, com a arma apontada, apertou o gatilho”, relata.

“Ela se evadiu do motel que estavam, e o carro, por se tratar de veículo da empresa, foi bloqueado. Ela fugiu tentando em chegar em São Paulo, mas o carro parou em Águas Lindas por conta do rastreador”, afirma o advogado.

Na manhã desta quarta, a mulher confessou que matou o noivo à Polícia Militar de Goiás (PMGO). Segundo nota enviada pelos militares, a mulher foi detida no município goiano de Girassol e levada para a 1ª Delegacia da Polícia Civil de Águas Lindas.

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“Ela estava completamente nua na BR-070. Só com a bolsa e a arma dentro. Parou uma kombi escolar e, quando contou para o rapaz o que tinha feito, que ela estava armada, a pessoa se assustou e entrou em luta corporal com ela. Nesse momento, a mulher pulou e se escondeu no mato. Depois, abordou outra kombi escolar e pediu para o motorista descer. O cara se assustou e falou que só queria ajuda para chegar em São Paulo. Quando ela falou que estava armada, ele correu”, detalha.

Segundo a defesa, a autora é bacharel em direito e estava em um relacionamento com a vítima há dois anos, morando em São Paulo. Por conta da abordagem aos motoristas, ela responderá também por roubo à mão armada.

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