Defesa de Wagner Canhedo entra com habeas corpus na Justiça Federal
Empresário está preso desde 9 de outubro na Superintendência da PF. Ele é suspeito de fraude fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa
atualizado
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A defesa do empresário Wagner Canhedo Filho entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) para tentar livrá-lo da prisão, no fim da tarde desta quarta-feira (14/10). O dono da Viplan e filho do antigo proprietário da Vasp está preso desde 9 de outubro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Ele é suspeito de ter cometido fraude fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A prisão ocorreu a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que atribui a ele uma dívida de R$ 875 milhões aos cofres públicos.
Canhedo Filho controlou o sistema de transporte no DF com a Viplan por mais de 40 anos. Ele só deixou de atuar após o GDF intervir no setor em fevereiro de 2013.
“Não há fundamento para manter o Wagner preso. Ele jamais descumpriu ordem anterior. Pelo contrário, afastou-se imediatamente da gestão das empresas, proibidas pelo juiz”, afirmou o advogado de Canhedo, Ticiano Figueiredo.
O caso de Canhedo vai ser julgado na terceira turma do TRF, com relatoria do desembargador Ney Bello.
Investigação
As investigações da Polícia Federal, em conjunto com o MPF, começaram no ano passado. Segundo a PF, durante as apurações, foi detectado um “esquema ilícito para ocultar bens e receitas oriundas do grupo econômico sob investigação com o objetivo de não saldar o enorme passivo tributário e trabalhista do qual é devedor. O modelo de ocultação de bens utilizava empresas de fachada para movimentar bens, simular empréstimos e blindar o patrimônio dos integrantes do esquema criminoso investigado”, como relata uma nota da corporação.
