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Distrito Federal

Defesa de jovem espancado alega tentativa de homicídio: "Motivo fútil"

Polícia investiga caso ocorrido na Vila Nova Divineia, no Núcleo Bandeirante, como ameaça, injúria e lesão corporal leve

27/04/2022 15:54, atualizado 27/04/2022 15:55
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Reprodução de vídeo/material cedido ao Metrópoles
Adolescente é espancando no Núcleo Bandeirante

A advogada que representa a família do adolescente espancado no último sábado (23/4) pedirá à polícia que o caso seja tipificado como tentativa de homicídio por motivo fútil. Atualmente, os policiais tratam a ocorrência como lesão corporal leve.

Foi a própria mãe do adolescente que reportou aos policiais que o caso se tratava de lesão, mas, para a advogada, novas informações justificam a mudança.

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4 imagens
Homem desfere chutes em menor de idade
Outra criança gravou as agressões
Homem chegou a pisar em rosto de adolescente
No chão, adolescente tenta se proteger de ataques
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No chão, adolescente tenta se proteger de ataques

Reprodução
Homem desfere chutes em menor de idade
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Homem desfere chutes em menor de idade

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Outra criança gravou as agressões
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Outra criança gravou as agressões

Reprodução
Homem chegou a pisar em rosto de adolescente
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Homem chegou a pisar em rosto de adolescente

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Assista ao vídeo do ataque:

“Quando a mãe viu o filho que chegou em casa após uma agressão vivo, ela reportou uma agressão, mas existiam fatos anteriores. Existiu uma ameaça de morte, e ele perseguiu a vítima. O motivo foi o assobio, o que caracteriza como motivo fútil”, argumentou a advogada Andrea Quadros.

Em vídeo divulgado à imprensa, o delegado-chefe da 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), Rafael Bernardini, afirmou que o laudo do exame de corpo de delito feito pelo adolescente vai indicar a gravidade das lesões. “Os fatos ocorridos, em tese, adequam-se aos crimes de ameaça, injúria e lesão corporal, com penas máximas de 2 anos”, afirmou.

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De acordo com o delegado, para esses crimes, a legislação determina que sejam apurados por meio de termo circunstanciado, usado em ocorrências de menor potencial ofensivo.

“Ao se investigar o que aconteceu como um crime de menor potencial ofensivo, eu digo à sociedade que está tudo bem sair socando e chutando na costela e no rosto”, sustentou Andrea.
O caso

As agressões ocorreram na Vila Nova Divineia, no Núcleo Bandeirante, e foram reveladas pelo Metrópoles. O caso ganhou repercussão nacional pela brutalidade das imagens.

Nas cenas, gravadas por outro adolescente, Victor chega à quadra de esportes, pula o alambrado e surpreende o garoto.

“Ele me bateu sem parar. Eu só fiquei tentando me defender e protegi a minha cabeça, que era o mais importante”, acrescentou. Com o garoto no chão, teria dito: “Na próxima vez, vou é te matar”.

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