Defesa de homem que matou patrão com 41 facadas alega insanidade. Veja vídeo

Justiça do DF recebeu pedido da defesa de Eduardo Jesus Rodrigues para realizar exame de avaliação da capacidade psicológica do acusado

atualizado

metropoles.com

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Material obtido pelo Metrópoles
Eduardo Jesus Rodrigues
1 de 1 Eduardo Jesus Rodrigues - Foto: Material obtido pelo Metrópoles

A defesa de Eduardo Jesus Rodrigues, preso em flagrante após matar o próprio patrão dentro de uma oficina mecânica na Asa Norte (DF), pediu à Justiça do DF a instauração de incidente de insanidade mental para avaliar a capacidade psicológica do acusado. Segundo a perícia do caso, Eduardo deu 41 facadas no empresário Flávio Cruz Barbosa, 49 anos.

Segundo a peça da defesa, ao qual Metrópoles teve acesso, os advogados alegam ter “evidências fundadas, concretas e documentadas” que levantam dúvidas razoáveis sobre a sanidade mental de Eduardo.

“Essas considerações assumem especial relevância porque, havendo dúvida razoável acerca da capacidade de Eduardo, impõe-se a instauração do incidente para realização do respectivo exame médico pericial”, afirmou a defesa do acusado em petição.

O pedido foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) nessa segunda-feira (18/5).

Violência extrema

De acordo com o Código Penal, caso seja constatada a incapacidade, o réu deve ser internado em manicômio judiciário ou em outro estabelecimento equivalente.

Caso a perícia verifique que a incapacidade surgiu após o cometimento do crime, o réu poderá ser internado para tratamento enquanto perdurar a enfermidade. Neste período, o processo fica suspenso.

O crime ocorreu no dia 6 de maio dentro da oficina mecânica onde Eduardo Jesus Rodrigues trabalhava como ajudante. Vale lembrar que o acusado teve sua prisão convertida para preventiva no dia 7 de maio. Segundo a determinação, a multiplicidade e localização dos ferimentos evidenciam violência extrema, desproporção na ação ofensiva e intenção de matar.

De acordo com o laudo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o empresário foi esfaqueado 41 vezes pelo autor do homicídio, sendo 33 facadas concentradas na região dorsal direita, três na cervical, duas na região frontal, duas nas bochechas e uma na orelha.

O empresário foi sepultado no dia 8 de maio, sob gritos, choro e chopada, em uma despedida que reuniu cerca de 100 pessoas.

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A morte de Flávio ocorreu de forma abrupta e violenta enquanto ele trabalhava
Cerca de 100 pessoas se reuniram na despedida de Flávio
A sobrinha de Flávio, Carolina Leslye, explicou que a chopada no enterro do tio foi para atender o desejo dele
O enterro de Flávio, morto aos 49 anos, foi no cemitério de Sobradinho
Amigos e parentes se despediram de Flávio Cruz
Vítima de crime brutal era cervejeiro, e a chopada foi uma forma de homenageá-lo
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Vítima de crime brutal era cervejeiro, e a chopada foi uma forma de homenageá-lo

Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A morte de Flávio ocorreu de forma abrupta e violenta enquanto ele trabalhava
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A morte de Flávio ocorreu de forma abrupta e violenta enquanto ele trabalhava

Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Cerca de 100 pessoas se reuniram na despedida de Flávio
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Cerca de 100 pessoas se reuniram na despedida de Flávio

A sobrinha de Flávio, Carolina Leslye, explicou que a chopada no enterro do tio foi para atender o desejo dele
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A sobrinha de Flávio, Carolina Leslye, explicou que a chopada no enterro do tio foi para atender o desejo dele

O enterro de Flávio, morto aos 49 anos, foi no cemitério de Sobradinho
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O enterro de Flávio, morto aos 49 anos, foi no cemitério de Sobradinho

Amigos e parentes se despediram de Flávio Cruz
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Amigos e parentes se despediram de Flávio Cruz

Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Choro, emoção e consternação marcaram o velório de Flávio Cruz
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Choro, emoção e consternação marcaram o velório de Flávio Cruz

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O enterro não foi uma festa, mas uma celebração de uma vida que foi interrompida de forma cruel e violenta
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O enterro não foi uma festa, mas uma celebração de uma vida que foi interrompida de forma cruel e violenta

Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Centenas de pessoas se reuniram na despedida de Flávio
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Centenas de pessoas se reuniram na despedida de Flávio

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Parentes e amigos fizeram a leitura de textos e pediram justiça
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Parentes e amigos fizeram a leitura de textos e pediram justiça

Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Com uma chopada, família e amigos se despediram do empresário assassinado no DF
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Com uma chopada, família e amigos se despediram do empresário assassinado no DF

Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Família garantiu que a memória de Flávio jamais será esquecida
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Família garantiu que a memória de Flávio jamais será esquecida

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O velório de Flávio foi uma celebração da vida dele
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O velório de Flávio foi uma celebração da vida dele

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Amigos e familiares se despediram do empresário em meio a pedidos de Justiça e punição do assassino
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Amigos e familiares se despediram do empresário em meio a pedidos de Justiça e punição do assassino

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Choro, emoção e consternação marcaram o velório de Flávio Cruz
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Choro, emoção e consternação marcaram o velório de Flávio Cruz

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Com uma chopada, família e amigos se despediram do empresário assassinado no DF
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Com uma chopada, família e amigos se despediram do empresário assassinado no DF

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Choro, emoção e consternação marcaram o velório de Flávio Cruz
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Choro, emoção e consternação marcaram o velório de Flávio Cruz

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Entenda o caso

  • O crime ocorreu por volta das 11h10, dentro da oficina OUD, no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), no dia 6 de maio, e resultou na morte do empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, dono do estabelecimento. Ele deixa um filho de 6 anos;
  • Imagens de câmeras de segurança (assista acima) mostram o momento em que Eduardo, um funcionário da mecânica, chega ao local, chuta o rosto do patrão, que estava sentado, e em seguida desfere diversos golpes de faca. Mesmo após a vítima cair, ele continua as agressões;
  • Na sequência, o agressor ainda arremessa uma roda contra a vítima e arrasta o corpo dentro da oficina, deixando um rastro de sangue. Flávio morreu no local;
  • Eduardo foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em um bar próximo minutos após o crime;
  • Em depoimento à polícia, Eduardo assumiu o crime, deu detalhes de como o cometeu e chegou a dizer que é “uma boa pessoa”;
  • O acusado, inclusive, havia sido anteriormente após tentar invadir o Supremo Tribunal Federal (STF) com uma faca de açougueiro em 11 de setembro do ano passado, data em que Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão.

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