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Autor de homicídio brutal no DF tentou invadir STF com faca no dia da condenação de Bolsonaro
Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, foi preso em flagrante por matar o patrão em uma oficina. Ele já havia sido preso em 11 de setembro
atualizado
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O autor do homicídio brutal registrado dentro de uma oficina mecânica na Asa Norte, na quarta-feira (6/5), é o mesmo homem que tentou invadir o Supremo Tribunal Federal (STF) com uma faca de açougueiro em 11 de setembro do ano passado, data em que Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão.
Identificado como Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, o suspeito havia sido detido anteriormente após se aproximar de uma das entradas do STF, na Praça dos Três Poderes, exigindo ser levado até ministros da Corte. Durante a abordagem, policiais encontraram, escondida com ele, uma faca de açougueiro.
Segundo as investigações da época, Eduardo pretendia apresentar a arma a integrantes do Supremo dizendo que “os ministros que mandam no Brasil e que eles poderiam ajudá-lo”
Menos de um ano depois, ele voltou a ser preso — agora acusado de assassinar o próprio chefe de forma extremamente violenta dentro de uma oficina mecânica localizada na Asa Norte.
Crime foi filmado
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o crime aconteceu por volta das 11h10. Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação.
Nas gravações, Eduardo aparece entrando na oficina e atacando o patrão com um chute no rosto enquanto a vítima estava sentada. Em seguida, ele desfere diversas facadas.
Mesmo após derrubar o homem, o agressor continua o ataque. Em determinado momento, pega uma roda automotiva e a arremessa contra a vítima. Depois, arrasta o corpo pelo chão da oficina, deixando um rastro de sangue.
Policiais do 3º Batalhão da PMDF prenderam o suspeito em flagrante minutos após o homicídio.
Antecedentes criminais
De acordo com a PMDF, Eduardo Jesus Rodrigues é natural de Luziânia (GO), mas morava em Taguatinga. Ele possui antecedentes por porte de arma branca e tráfico de drogas.
A reportagem apurou que o suspeito trabalhava na oficina como ajudante após ter sido indicado por um tio, que também atuava no local.
A Polícia Civil do Distrito Federal segue investigando a motivação do crime.










