Defesa de jovem agredido quer responsabilizar testemunhas da briga
Segundo a defesa do adolescente internado na UTI, o grupo que filmou a briga “não pode ser isentado de responsabilidade por omissão”
atualizado
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A defesa do adolescente agredido pelo piloto Pedro Turra, de 19 anos, quer a responsabilização daqueles que estavam presentes no momento da briga e não impediram o avanço dos ataques. Em nota publicada nas redes sociais nesta terça-feira (3/2), o advogado Albert Halex afirmou que “o grupo que frequentemente circula junto ao acusado e que foi ouvido como testemunha não pode ser isentado de responsabilidade por omissão”.
Veja vídeos da briga:
O defensor também concordou com o posicionamento do desembargador do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) Diaulas Costa Ribeiro, que manteve a prisão preventiva de Turra.
“Ele (desembargador) afirmou que o agressor do adolescente ‘rompeu padrões de civilidade’ e que o confronto filmado ‘lembra confrontos de MMA’.”
Segundo o advogado do adolescente internado na UTI, o grupo de amigos “age como um bando”.
“Isso se confirma pelo boné de uma das ‘testemunhas’ que estava dentro do carro e prestou seus esclarecimentos usando um boné do PRIDE FC (evento de MMA)”, pontuou.
Halex defendeu ainda que as evidências indicam que houve uma combinação de relatos e ameaças às testemunhas, caracterizando uma clara obstrução à Justiça.
“Diante disso, reforçamos que a prisão do envolvido (Pedro Turra) é uma medida necessária e proporcional para garantir a integridade do processo e a proteção das testemunhas”, reforçou.
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Entenda o caso
- Pedro Turra e um adolescente de 16 anos se envolveram em uma briga, na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF);
- Segundo relatos, Pedro jogou um chiclete mascado em um amigo do adolescente e este respondeu que não deixaria barato se a situação tivesse ocorrido com ele;
- Em seguida, a briga começou. Vídeos gravados por testemunhas mostram a briga entre Pedro e o adolescente;
- Em certo momento, o piloto dá um soco que faz o rapaz bater a cabeça em um carro. Ele parece perder as forças, e colegas, enfim, separam a briga;
- Gravemente ferido, o adolescente que bateu a cabeça no carro foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras, onde permanece intubado em estado grave. Ele vomitou sangue ao ser socorrido;
- Pedro Turra responde por lesão corporal grave. A tipificação do caso pode mudar conforme o quadro de saúde do adolescente internado;
- No depoimento, Pedro Turra disse que não queria machucar o adolescente e apenas estava tentando evitar as agressões. Ele também pediu perdão ao jovem e à família dele;
- O soco que derrubou um adolescente de 16 anos, levando-o à UTI, foi o episódio de violência mais recente envolvendo o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos.
Com a repercussão do caso, vieram à tona ao menos outras três ocorrências policiais no Distrito Federal:
- Uma agressão denunciada meses antes;
- Uma briga de trânsito que terminou em agressão;
- E uma denúncia de que ele teria coagido uma adolescente a ingerir bebida alcoólica.
Foto na prisão
Uma foto obtida pelo Metrópoles mostra o ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Turra, de 19 anos, vestido com as roupas de presidiários (camiseta, bermuda e chinelos brancos). Ele aparece sentado em uma cadeira de altura média.

Preso desde a última sexta-feira (30/1) por espancar um adolescente de 16 anos, Pedro está sozinho em uma cela do CDP, separado dos demais presos.
“Há o perigo, diante da repercussão dos fatos, à sua integridade, mas também de qualquer interferência indevida no ambiente carcerário. O paciente não tem direito à prisão especial; seu direito, sob encarceramento, é o de ter incólume sua integridade física”, diz o juiz responsável.
Após o período, o magistrado vai reavaliar a necessidade da cela exclusiva.
