De volta ao lar. Após 36 dias de internação, Mel e Lis recebem alta

As crianças, ligadas pela cabeça, foram separadas após uma cirurgia delicada e ficaram em recuperação no Hospital da Criança de Brasília (HCB) por 36 dias

Divulgação/Hospital da CriançaDivulgação/Hospital da Criança

atualizado 03/06/2019 11:05

Boa notícia para começar a semana. Nesta segunda-feira (03/06/2019), as gêmeas siamesas Lis e Mel recebem alta médica e, finalmente, poderão voltar para casa. Elas passaram 36 dias internadas após uma delicada cirurgia de separação total feita no Hospital da Criança de Brasília (HCB). A evolução no quadro clínico das pequenas impressionou a equipe médica da unidade de saúde e foi motivo de comemoração. A intervenção, inédita na capital do país, mobilizou dezenas de profissionais.

Embora ainda necessitem de cuidados pós-operatório, os médicos dizem que os procedimentos podem ser feitos na residência das meninas, em Ceilândia. A história das irmãs ligadas pelo crânio comoveu o país. Em recuperação no HCB, as crianças fizeram aniversário de 1 ano no leito e ganharam festinha com bolo, balões e decoração.

Na manhã desta segunda-feira (03/06/2019), a equipe médica do HCB concederá uma coletiva de imprensa para explicar detalhes da cirurgia bem-sucedida. Os pais das meninas, Camilla Vieira e Rodrigo Aragão, também participarão da entrevista.

Relembre o caso

Mel e Lis eram unidas pelo lado direito da cabeça e, para que fossem separadas, foi necessária uma operação de alta complexidade que durou cerca de 20 horas, no centro cirúrgico do Hospital da Criança de Brasília (HCB).

Depois do procedimento de separação, chefiado pelo neurocirurgião Benício Oton de Lima, as gêmeas foram mantidas em coma induzido para que recobrassem os sentidos naturalmente. “É parte do protocolo, para que elas se recuperem da intervenção cirúrgica em segurança”, esclareceu o médico durante entrevista coletiva que detalhou como foi a separação das meninas.

O momento em que a mãe viu as filhas separadas – Mel saiu primeiro do centro cirúrgico – foi de grande emoção. “Olhei minha filha e ela estava perfeita. Igual a uma boneca”, afirma Camilla. Lis foi a primeira a despertar depois da anestesia. No fim da tarde daquela segunda-feira (29/04/2019), ela já não estava mais entubada.

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