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Distrito Federal

DCE-UnB e movimentos de esquerda fazem ato em repúdio ao golpe de 1964

Ato ocorreu na noite dessa 3ª feira, na Rodoviária do Plano Piloto. Protesto lembrou vítimas da ditadura militar e pediu prisão a Bolsonaro

01/04/2025 21:04, atualizado 02/04/2025 10:15
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
DCE da UnB e entidades de esquerda promovem, na Rodoviária do Plano Piloto, ato crítico relembrando 61 anos do golpe militar de 1965 Metrópoles

O Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (DCE-UnB) realizou, junto a outros movimentos de esquerda, um ato em repúdio ao golpe de 1964 – iniciado entre 31 de março e 1º de abril daquele ano, dando início a uma ditadura de 20 anos, que terminou marcada por assassinatos cometidos por agentes do Estado e com diversos desaparecidos políticos.

O ato ocorreu na Rodoviária do Plano Piloto, na noite desta terça-feira (1°/4). Os manifestantes carregaram bandeiras, distribuíram panfletos e gritaram palavras de ordem, em repúdio aos 61 anos do golpe e em memória às vítimas e às famílias afetadas pelo período ditatorial.

Dor que atravessa gerações: parentes de mortos na ditadura buscam respostas

“É fundamental a gente organizar movimentos como esse porque, passados 30 anos do fim da ditadura, nenhum dos torturadores, assassinos e golpistas foi punido. E a impunidade do passado gera impunidade no presente”, afirmou Caio Sad, integrante do DCE-UnB e um dos organizadores do ato.


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Os manifestantes pediram, ainda, pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Ele e mais sete investigados foram denunciados por participar de uma suposta trama golpista para mantê-lo no poder após as eleições de 2022.


Saiba quem são os réus:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

Como o STF aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PRG), os investigados se tornaram réus. Durante a tramitação do processo na Suprema Corte, as partes envolvidas vão prestar depoimento e poderão apresentar testemunhas, além de provas sobre as respectivas narrativas.

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