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Distrito Federal

Damares vai a velório de menina morta por padrasto no DF e faz desabafo.

Damares Alves, senadora do DF, foi ao enterro da criança nesta quinta (5/11) prestar apoio à familiares da vítima

05/11/2026 21:21
Vinicius Schmidt/Metrópoles
Damares Alves

A senadora do Distrito Federal Damares Alves (Republicanos) compareceu, nesta quinta-feira (5/11), ao enterro de Ísis Gabrielly, criança de 2 anos torturada e morta pelo padrasto, no Novo Gama (GO), Entorno do DF. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Damares afirmou que toda cidade está em luto e questionou sobre a quantidade de casos envolvendo crianças nos últimos dias.

Veja vídeo completo:


Ísis Gabrielly Lemos Nascimento, 2 anos, morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) hospitalar no Novo Gama, em parada cardiorrespiratória, com lesões e hematomas pelo corpo, na quarta-feira (4/11). Conforme relato da equipe médica, a criança  apresentava sinais de violência doméstica. O padrasto dela, Felipe de Souza Neckel da Silva, 23, foi preso em flagrante.

Durante o vídeo, a senadora lamentou a morte da menina e disse que vai acompanhar o caso de perto. Ela afirmou também que o padrasto deverá ser enquadrado na Lei 15.487, aprovada em 2026 pelo Senado Federal, que prevê o aumento da pena para 40 anos de prisão contra abusadores de crianças.

“Mas eu estou passando aqui para dizer a esse agressor que nós mudamos a lei. Esse daqui já vai responder sobre a nova lei, esse crime aqui já é sobre a nova lei: 40 anos de prisão sem direito a saidinha. Ele responde um outro estupro, mas por esse aqui, por esse homicídio, por esse estupro, 40 anos sem direito a saidinha”, disse.

Ainda durante o relato, Damares pediu desculpas à menina e lamentou que não conseguiu chegar com auxílio antes: “Eu pedi perdão a Ísis Gabrielly. Eu não vim no aniversário dela, eu não vim no Natal, eu não vim no dia da criança, eu vim no funeral dela. Por que eu não cheguei antes? O que está acontecendo? Aonde a nossa rede de proteção está errando? Fica o recado para as famílias do Brasil e para todos vocês. Observem os sinais que as crianças estão enviando.”

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Ísis Gabrielly Lemos Nascimento, morta aos 2 anos
Ísis morreu com lesões no corpo
Ísis Gabrielly Lemos Nascimento
Menina deu entrada na unidade de saúde em parada cardiorrespiratória
Menina morreu na UPA do Novo Gama
Menina de 2 anos, Ísis Gabrielly Lemos Nascimento
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Menina de 2 anos, Ísis Gabrielly Lemos Nascimento

Redes sociais/Reprodução
Ísis Gabrielly Lemos Nascimento, morta aos 2 anos
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Ísis Gabrielly Lemos Nascimento, morta aos 2 anos

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Ísis morreu com lesões no corpo
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Ísis morreu com lesões no corpo

Material cedido ao Metrópoles
Ísis Gabrielly Lemos Nascimento
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Ísis Gabrielly Lemos Nascimento

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Menina deu entrada na unidade de saúde em parada cardiorrespiratória
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Menina deu entrada na unidade de saúde em parada cardiorrespiratória

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Menina morreu na UPA do Novo Gama
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Menina morreu na UPA do Novo Gama

Material cedido ao Metrópoles

Agressor tinha cometido outro estupro contra vulnerável no MT

Preso em flagrante pela morte de Ísis Gabrielly, de 2 anos, o padrasto da criança, Felipe de Souza Neckel da Silva, 23, possui diversas passagens pela polícia por crimes, como tráfico de drogas, receptação e furto qualificado. No entanto, a passagem mais recente se dá por estupro de uma vulnerável, ocorrido há pouco meses no Mato Grosso, segundo a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO). Além disso, a corporação ainda afirma que ele seria faccionado do Comando Vermelho (CV).

O suspeito foi detido nesta quarta-feira (4/11), em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) hospitalar do Novo Gama (GO), onde a menina morreu após dar entrada em parada cardiorrespiratória, com lesões e hematomas pelo corpo. Na ocasião, a PMGO foi acionada pelos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento da criança. Conforme relato da equipe médica, Ísis Gabrielly  apresentava sinais de violência doméstica.

Ao chegarem na UPA, encontraram Felipe e o prenderam em flagrante. Em seguida, encaminharam o suspeito à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Luziânia, que investiga o caso.

A mãe da menina também foi conduzida para prestar esclarecimentos. Com encaminhamento à Polícia Civil (PCGO), as circunstâncias da morte serão apuradas.

O tenente-coronel da PMGO Ricardo Edson, comandante do 19º batalhão do Novo Gama, que atendeu a ocorrência, afirmou que a criança foi socorrida por pedestres que estavam passando em frente da casa e foram chamados pelo padrasto.

“Em depoimento, o padrasto disse que estava dando banho na criança e ela caiu. Porém, essa versão não condiz com o que foi observado pela equipe médica”, afirmou o policial.

Segundo o tenente-coronel, a mãe da menina relatou que a criança apresentou hematomas dias antes e o padrasto teria dito que era alergia.

Segundo o avô da criança, Klinger de Oliveira, de 43 anos, a mãe de Ísis Gabrielly e o padrasto estavam juntos há três meses e costumavam deixar a criança em casa nos finais de semana.

Ele relatou que, em certo momento, notou que menina estava com hematomas pelo corpo. O avô, então, teria confrontado a própria filha que negou qualquer acusação feita contra ela e o padrasto de que estariam agredindo a criança.

Kingler conta que ele e sua esposa sempre tiveram um “pé atrás” com essa situação.

“A gente alertou muito, mas ela [mãe da criança] sempre ficou jogando aos meus pés e se desfazendo de mim o tempo todo. Os sintomas começaram a aparecer uns 15 dias atrás. A partir daí ficamos com uma pulga atrás da orelha e alertando. Só que sempre levamos patada dela. Já dele [padrasto] não, porque em nenhum momento ele pegou o telefone para se desculpar ou se questionar de momento nenhum”, disse.