CRM-DF estende indicativo de interdição ética no Hospital do Gama

Segundo conselho profissional, unidade sofre com falta de médicos. Caso problemas não sejam resolvidos, centro será interditado em 30 dias

atualizado 31/03/2022 21:00

Hospital Regional do Gama HRGRafaela Felicciano/Metrópoles

O Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) estendeu o prazo do indicativo de interdição ética do Hospital Regional do Gama (HRG) durante sessão plenária nessa quarta-feira (30/3). Foram concedidos mais 30 dias, sendo eles improrrogáveis para que os problemas apontados na unidade de saúde sejam sanados.

A entidade que fiscaliza e representa os médicos instaurou o indicativo em 24 de fevereiro, após vistoria descobrir que o hospital sofre com falta de profissionais, insumos, medicamentos e equipamentos. Na última segunda-feira (28/3), nova visita foi feita ao HRG.

0

Segundo o CRM, a data foi ampliada em razão de pequenas melhorias feitas no Hospital do Gama, como o avanço na obra no Setor de Emergência. Porém, o maior problema enfrentado, o déficit de médicos, continuaria sem solução.

A Secretaria de Saúde (SES) realizou uma convocação de médicos temporários para atender alguns hospitais do DF, no entanto, mesmo com essas convocações, a quantidade de profissionais de saúde continuaria inferior ao número necessário para suprir a demanda.

CRM-DF dá ultimato para Saúde resolver problemas do Hospital do Gama

“A quantidade de médicos ainda é insuficiente. Conseguir médicos que queiram atuar em um cenário tão caótico também não é fácil, pois os profissionais precisam ter condições dignas de trabalho para atuar com qualidade”, comentou a presidente do CRM-DF, Marcela Montandon.

A decisão de estender o prazo e não interditar imediatamente o HRG também corresponde ao receio do CRM-DF em deixar a população sem desassistência no pronto-socorro. “Caso a SES não melhore as condições de trabalho nem aumente o quantitativo de profissionais o mais rápido possível e se a problemática não for resolvida, infelizmente teremos de tomar essa medida extrema”, explica Marcela.

O CRM-DF também está preocupado com a violência praticada contra os médicos nas emergências dos hospitais, proveniente da falta de estrutura nas unidades de saúde. O conselho pede que a população tenha mais empatia com esses profissionais que não tem culpa da falta de estrutura.

Mais lidas
Últimas notícias